domingo, 26 de junho de 2005

Janice Walton-Hadlock não acredita nas células tronco
Dentre as correntes existentes acerca das origens ou causas do Parkinson há aquela de Janice Walton-Hadlock que resumidamente, s.m.j., entende que o Parkinson tem origem num bloqueio energético dos canais de “chi” que estimulariam a produção de dopamina. O bloqueio é o Parkinson e não a falta de dopamina ou a degradação da substância nigra. O cérebro, ou a substância nigra, estariam intactos, apenas não estimulados. O bloqueio energético seria decorrente de um trauma “psico-físico”, a princípio, no pé. A terapia proposta implica no uso de técnicas da tradicional medicina chinesa, incluindo o Yin Tui Na ou FSR (Forceless Spontaneous Release - liberação espontânea sem força), que promoveriam o desbloqueio dos canais elétricos que levam o sinal de estímulo ao cérebro. Há tradução dos manuais para o português em .pdf. Particularmente em relação ao manual de medicamentos, recebi recentemente da tradutora, extrato relativo ao entendimento da autora acerca do implante de células tronco, como segue:

Experiências com implante cirúrgico medular supra-renal ou tecido fetal de substância nigra tem tido, na maioria dos casos, resultados desastrosos. Um dos resultados mais curiosos veio de pacientes placebos de uma experiência. Estes pacientes placebos fizeram cirurgias, mas sem o conhecimento deles, nada foi realmente implantado nos seus cérebros: eles fizeram cirurgia "blefe". No grupo mais jovem de pacientes placebos, eles obtiveram resultados muito bons: seus sintomas de Parkinson forma muito reduzidos por um longo período (mais de um ano)!1

Muitas das pessoas que receberam os atuais implantes de tecido, entretanto, tiveram efeitos colaterais medonhos. Alguns desses efeitos colaterais incluíam movimento violento que se assemelhava a discinesia do excesso de medicação das drogas que aumentam a dopamina. Alguns outros não tiveram mudanças relacionadas a dopamina, mas as células implantadas se desenvolveram em dentes e tecidos ópticos. Os melhores resultados foram aqueles obtidos pelo grupo mais jovem que recebeu tratamento placebo: cirurgia, mas não implante real de células fetais.

Essas experiências recentes tem sido, na maioria das vezes, ignoradas por aqueles que clamam por dinheiro para a pesquisa de células tronco para "encontrar a cura do Parkinson", mesmo que exista um sentimento forte entre a maioria dos pesquisadores de Parkinson que as células tronco não irão render bons resultados na doença de Parkinson. Depois de tudo, mesmo se alguém achou uma maneira de garantir que as células implantadas iriam produzir um nível controlado de dopamina, parece óbvio que um corpo determinado a induzir dormência em suas próprias células de dopamina iria ser capaz de eventualmente extinguir a produção de dopamina em outras células introduzidas, a menos que estas novas células estivessem crescendo fora de controle, como ?????, causando violentos sintomas de excesso de dopamina.

Até que a causa real da dormência das células de dopamina seja desligada, existe pouco a se esperar da introdução de mais células de dopamina. Novamente então, se a causa da dormência for conhecida, faz mais sentido tratar a origem do problema, ao invés de tratar o problema da dopamina que é resultado disso.

Além disso, os pesquisadores mais jovens reconhecem que muitos dos sintomas de Parkinson não parecem estar relacionados a dopamina, e compreendem que fazer crescer novas células produtoras de dopamina e pesquisa de células tronco não é a resposta. Na minha experiência muito limitada, são os neurologistas mais velhos que ainda estão convencidos da teoria da dopamina. Desde 2001, o Instituto Nacional de Abuso de Drogas nomeou a dopamina de "o neurotransmissor do prazer". Enquanto nós aprendemos mais sobre a dopamina, as falhas da teoria DP-dopamina agigantaram-se muito. Nos anos de 1950, pensava-se que a dopamina era o neurotransmissor do relaxamento, o oposto da acetilcolina, o neurotransmissor que converte sinais de tensão muscular do cérebro. Quando os médicos viram que o Parkinson respondia a dopamina, eles concluíram, de modo bizarro o bastante, que DP deve ser a doença do excesso de força, muita acetilcolina relativa a quantidade de dopamina. Isto realmente não fazia sentido naquela época, e não faz sentido agora. Qualquer um que passe algum tempo com um parkinsoniano não medicado pode te dizer que esta doença não é causada pelo excesso de força. Essa teoria foi completamente abandonada pelos médicos nos anos de 1990. Entretanto, muitos neurologistas antigos estão completamente desinformados das mudanças, na última década, do nosso entendimento científico da dopamina. As teorias antigas DP-dopamina não são precisas. Na ausência de qualquer outra nova teoria, os médicos, na maioria, continuam a divulgar as velhas.
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1 Esta de qualquer forma inexplicável longa melhora nos movimentos pode ser explicada pelo fato que uma cirurgia no cérebro constitui um trauma. Por isso, a cirurgia e sua seqüela podem ser capaz de criar um aumento induzido pelo trauma na adrenalina que não irá descer de volta até que os efeitos da cirurgia tenham sido curados completamente. Este violento impulso no de qualquer forma enfraquecido sistema de adrenalina pode ser suficiente para empurrar a pessoa de certa forma ao movimento normal, assim como nós vemos quando, em uma emergência extrema, um parkinsoniano imóvel pode mover-se com graça e velocidade usando temporariamente o seu sistema de adrenalina carregado."

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