quinta-feira, 29 de setembro de 2005

Vitamina "E" aumenta taxa de sobrevivência em ratos.
Uma equipe de pesquisa conjunta da Universidade de Cadiz, Espanha, e a Universidade de Buenos Aires, Argentina, publica os resultados de um estudo de dois anos sobre a vitamina E e seus benefícios sobre o tempo de vida, função cerebral e ganhos neuromusculares. O estudo sobre a suplementação de vitamina E, usada em quantidade proporcional ao dos experimentos com pacientes com doença de Alzheimer, resultou em:
tempo de vida de camundongos aumentou em: 40% (passou de 61 ± 4 para 85 ± 4 semanas);
17% deles tiveram o aumento máximo (de 116 para 136 semanas de vida);
aumento na habilidade de realizar testes medindo desempenho neuromuscular e atividades exploratórias cognitivas, variando de 9% a 24% na 52a semana, e 28% a 45% na 78a semana de idade;
quantidade de alfa-tocoferal no cérebro aumentou 2.5 vezes nos camundongos que tomaram vitamina E;
a suplementação de vitamina E compensou diversas medidas de perda de função mitocondrial, variando de 37% a 66% nas semanas 52 e 78; todos os resultados tinham um nível de confiança maior do que 99%.
Alberto Boveris, professor da Universidade de Buenos Aires, disse que os resultados dos experimentos "estão de acordo com a teoria de envelhecimento dos radicais livres, formulada por Gerschman e Harman nos anos de 1950. Nossos resultados mostram uma correlação negativa significante entre conteúdo mitocondrial de produtos de oxidação das reações mediadas por radicais livres e atividades enzimáticas mitocondriais".
"Além do mais, as atividades enzimáticas da mitocôndria cerebral foram relacionadas linearmente ao sucesso dos camundongos nos testes de função neuromuscular e das atividades exploratórias e cognitivas e aumento do tempo de vida", disse Boveris. Ele observou que a quantidade de suplementação de vitamina E era metabólica e fisiologicamente similar à dosagem diária de 1.200-2.000 mg utilizada nos dois experimentos sobre a doença de Alzheimer, que envolveu mais de 400 pacientes.
Os camundongos utilizados nos experimentos - CD-1/UCadiz, são de uma categoria com envelhecimento acelerado, com vida média de 60-70 semanas e máximo de 100-120 semanas. A suplementação de vitamina E no grupo de teste começou na 28a semana.
Os pesquisadores observaram que o conteúdo mitocondrial de produtos de oxidação de proteína lipídio, uma indicação de reações mediadas por radicais livres e dano oxidativo, estava aumentado no cérebro e fígado de camundongos mais velhos, e o efeito foi parcialmente (e significativamente) prevenido pela vitamina E. O conteúdo de carbonil de proteína na mitocôndria do cérebro, tomando camundongos com 28 semanas de idade como referência, aumentou de 33% a 69% nas semanas 52 e 76 e esse aumento foi prevenido de forma marcante (76% e 65%) pela suplementação de vitamina E", medida nas duas idades.
A suplementação de vitamina E foi capaz de prevenir a diminuição das atividades das enzimas cerebrais que são os marcadores mitocontriais de envelhecimento: mtNOS (em 95%), Mn-SOD (em 60%) e atividade de reductase citocromo c e oxidase citocromo NADH em 35%

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observamos que muitos comentários são postados e não exibidos. Certifique-se que seu comentário foi postado com a alteração da expressão "Nenhum comentário" no rodapé. Antes de reenviar faça um refresh. Se ainda não postado (alterado o n.o), use o quadro MENSAGENS da coluna da direita. Grato.