sexta-feira, 25 de novembro de 2005

Almas em um mundo sem alma
24/11/2005 - Hélio Schwartsman - A alma é uma das mais belas metáforas jamais produzidas pelo gênero humano, mas é apenas uma metáfora. Ela é insubstituível na hora de fazer poesia, mas, quando o assunto é biologia, trata-se de um grande estorvo, que serve apenas para confundir, fazendo as pessoas procurarem por um suposto imaterial quando o que importa são fenômenos físico-químicos.

Faço essas considerações a propósito da desastrada decisão do procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, de encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer em que se manifesta pela procedência da ação direta de inconstitucionalidade (ADIn) nº 3.510, que pretende derrubar o artigo 5º da Lei de Biossegurança (nº 11.105), a qual autoriza pesquisas médicas com células-tronco embrionárias humanas.

Se o por alguns chamado Pretório Excelso acatar a argumentação da ADIn, haverá sérios danos à ciência brasileira e à própria noção de cidadania. Os pesquisadores experimentarão maiores dificuldades para atuar em um dos mais promissores campos da medicina: a engenharia de tecidos, que poderá um dia revolucionar os transplantes, eliminando a carência de órgãos e acabando de vez com o problema da rejeição. O país também poderá ficar para trás na investigação das causas de certas moléstias degenerativas, como diabetes, mal de Parkinson e até alguns tipos de cânceres. Os possíveis beneficiários dessas técnicas, que ainda são apenas promessas, muitas delas longínquas, não precisam preocupar-se muito. Terapias comerciais que surjam certamente chegarão por aqui. Por ora, a licença para operar com células-tronco embrionárias é importante para os pesquisadores, que teriam a oportunidade de fazer boa ciência básica sem preocupar-se em mendigar linhagens a seus colegas de países republicanamente viáveis e sem limitações impostas por regras de patentes. (segue...) Leia na íntegra na Folha Online.

Estudo da Clínica Mayo identifica influência ocupacional e educacional no risco para doença de Parkinson
2005-11-25 - Pesquisadores da Clínica Mayo identificaram que a educacao individual e a carreira podem levar ao risco da doença de Parkinson mais tarde na vida. Esta reportagem é apresentada na edição de 22 Nov. do jornal Neurology. (...) Conclusão: Pessoas sujeitadas à elevados níveis de educação e médicos tem aumentado o risco da doença de Parkinson (PD), enquanto aquelas sujeitadas a ocupações presumivelmente envolvidas com alta atividade física tem decrescido o risco de Parkinson. Fonte: Medical News Today.

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