CÉLULA-TRONCO REVERTE SINTOMAS DE PARKINSON, MAS CAUSA TUMOR
22/10/2006 - Estudo consegue importante vitória contra a doença, mas leva banho de água fria com o aumento no risco de formação de tumores.As promessas de cura esperadas com as células-tronco embrionárias vão ter que ser vistas com muito cuidado a partir de agora. Uma pesquisa feita nos Estados Unidos conseguiu, com a técnica, reverter os sintomas do mal de Parkinson em camundongos. A boa notícia, no entanto, durou pouco. Logo depois, os cientistas descobriram que parte das células-tronco implantadas começou a formar tumores.
Até o último momento, a pesquisa feita na Escola de Medicina da Universidade Cornell, em Nova York, parecia um sucesso retumbante. A equipe do neurologista Steven Goldman havia conseguido algo que muitos pesquisadores tinham tentado antes sem sucesso: fazer uma quantidade suficiente de células-tronco embrionárias se transformar em células nervosas produtoras de dopamina para reverter os sintomas de Parkinson.
A doença surge quando os neurônios que produzem essa substância -- uma molécula responsável pelas transmissões entre as células nervosas -- param de funcionar. Até agora, os cientistas que tentaram fazer células-tronco suprirem essa perda não tinham conseguido mais do que 25% de eficiência -- o que não fazia praticamente nada contra os sintomas da doença. (segue...) Fonte: Globo Ciência e Saúde.
OPINIÃO: ESTUDO REVELA DISTÂNCIA ATÉ TERAPIAS COM CÉLULAS-TRONCO
22/10/2006 - "No pé em que estão as coisas, você pode implantar células no cérebro e levar ao surgimento de um tumor".Neste domingo, a revista “Nature Medicine” divulga um estudo feito na Universidade Cornell, que revela riscos do tratamento com células-tronco embrionárias. A equipe do neurologista Steve Goldman conseguiu bons resultados na reversão dos sintomas da doença de Parkinson, mas observou um aumento nos riscos de formação de tumores cerebrais com a terapia.
Esse tipo de estudo é interessante porque oferece uma oportunidade para analisar as pesquisas com células-tronco sob um prisma mais realista. Tentemos lembrar de alguns dos últimos marcos supostamente atingidos nesse campo.
Há cerca de um mês, mostrou-se possível retirar um blastômero de uma bola de células embrionárias e cultivar linhagens inteiras de células-tronco a partir desse único blastômero. Com isso, poderiam permanecer intactas as outras células (blastômeros) embrionárias que formavam a bolinha a salvo, para serem implantadas no útero de alguém, ou congelada eternamente a -80 graus. A conclusão? “Um passo importante para descobrir a cura para doenças como Parkinson, Alzheimer e diabetes.” (segue...) Fonte: Globo Ciência e Saúde.
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