quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Neurologix anuncia sucesso da fase I dos testes da terapia genética para Parkinson
18 Oct 2006 - A Neurologix, Inc., uma companhia de biotecnologia engajada no desenvolvimento de terapias genéticas inovadoras para desordens que afetam o cérebro e o sistema nervoso central, anunciou hoje ter obtido sucesso na fase I dos testes da terapia genética para doença de Parkinson com resultados estatiscamente significantes. Os dados foram apresentados no “36.o Annual Meeting of the Society of Neuroscience” em Atlanta.

Na apresentação entitulada "Subthalamic GAD gene transfer improves brain metabolism associated with clinical recovery in Parkinson's disease," Matthew J. During, MD, D.Sc. apresentou as descobertas (…)

O procedimento de transferência do gene utilizou o vetor AAV (adeno-associated virus), um vírus que tem sido usado com segurança numa variedade de testes clínicos de terapia genética e um veículo que será usado em todos os produtos de primeira geração das Companhias, incluindo doenças como epilepsia e Huntington. Neste teste com Parkinson, a Neurologix usou de sua propriedade AAV-GAD para tecnologia de transferência genética ("NLX"). (segue..., em inglês) Fonte: Medical News Today e BBC News Health.

Células-tronco e o dilema ético
18 de outubro de 2006 - Há pouco mais de um mês, pesquisadores da Advanced Cell Technology anunciaram na revista Science terem desenvolvido técnica que seria capaz de criar colônias de células-tronco embrionárias sem que fosse necessário destruir o embrião. A destruição do embrião constitui a maior objeção ética apresentada ao desenvolvimento das pesquisas envolvendo células-tronco e suas aplicações práticas. Embora a referida técnica ainda não tenha sido confirmada por outros pesquisadores, a comprovação de sua eficácia poderá neutralizar o impasse ético e contribuir para o avanço da medicina regenerativa.

Para tanto, a própria Advanced Cell Technology anunciou, em 12 de setembro, ter celebrado um acordo com o WiCell Research Institute para que colônias de células-tronco — desenvolvidas através da nova técnica — sejam distribuídas a pesquisadores norte-americanos. A intenção é comprovar a utilidade destas células-tronco e convencer o Congresso estadunidense a rever a vedação de financiamento federal a pesquisas que as envolvam.

Em que pesem os recentes avanços das pesquisas com suas equivalentes adultas, o uso de células-tronco embrionárias parece ser o que admite escala de produção suficiente à viabilidade econômica de sua eventual utilização clínica no futuro.

O interesse econômico afeto ao tema é inquestionável: a possibilidade de patenteamento de técnicas de conversão de células-tronco para diferentes tecidos do corpo humano ou de sua utilização para a cura de doenças como Alzheimer, Parkinson, diabetes ou ainda lesões físicas irreversíveis torna clara a imensurabilidade dos lucros que daí possam advir.

A União Européia tem investido milhões na EuroStemCell, um consórcio comunitário voltado para a pesquisa sobre células-tronco com sede na Escócia e centros de desenvolvimento em Inglaterra, Japão, Austrália e Estados Unidos. Apesar da resistência de alguns países-membros, o financiamento público dessas pesquisas foi aprovado para o período de 2007 a 2013 e estará disponível para países onde tal prática é permitida. Nos Estados Unidos, não obstante o presidente Bush ter vetado o financiamento federal de pesquisas com células-tronco, a Califórnia, através da proposição nº 71, reservou US$ 300 milhões anuais, pelos próximos dez anos, para tais estudos.

Consultores da Bain & Company estimam que o mercado de terapias baseadas em células-tronco deverá girar em torno de US$ 100 milhões em 2010, podendo alcançar US$ 2 bilhões em 2015. O desenvolvimento de terapias contra diabetes e os males de Alzheimer e Parkinson tem sido uma demanda constante da indústria farmacêutica, podendo resultar em ampliação de mercado e vultuoso incremento nos lucros do setor. Com efeito, a geração de tecidos através de células-tronco tem tido resultados promissores. Pesquisa cardiológica realizada pelo hospital universitário Charité, de Berlim, demonstrou ser possível criar válvulas cardíacas sob medida com a utilização de células-tronco. (segue...) Fonte: DCI.

18 de outubro - dia do médico
Salve aos médicos. Nossa homenagem a estes importantes profissionais!

O desafio de ser médico
PAULO DE ARGOLLO MENDES/ Médico, presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul

A medicina, ao longo dos milênios, tem convivido com as mais diferentes sociedades, regimes políticos, organizações sociais e formas de produção econômica. Agora não é diferente. Vivemos em uma sociedade em que há uma crescente transformação de tudo em produto - até mesmo os serviços. Há pouco mais de meio século - que não é nada na história da medicina, a prática médica era artesanal, feita por um indivíduo que levava em sua maleta o esteto, o aparelho para medir pressão, um termômetro e uma seringa de vidro, que era esterilizada na casa do próprio paciente. O médico levava toda a tecnologia disponível naquele momento, como se hoje levasse tomografia, ecografia e ressonância magnética. Ele sintetizava toda a ciência médica com a sua simples presença.

O desenvolvimento científico acabou criando tecnologias que ficam fora da possibilidade de um único clínico abarcar. Intensificou-se a questão das especializações, e com isso se enfraqueceu a imagem do médico da família. Isso gera questões, como o enorme embate com os grandes laboratórios multinacionais, que subordinam a saúde das pessoas ao seu lucro. O médico, que antes prescrevia uma fórmula individualizada e elaborada pelo farmacêutico, encontra medicamentos prontos e com preços estabelecidos, freqüentemente distorcidos.

O grande desafio dos médicos, hoje, neste ambiente em que tudo é transformado em produto, é manter os valores próprios da medicina, como a dedicação, o cuidado, e a solidariedade. Mais ainda: a autonomia profissional, um dos valores mais ameaçados hoje, seja por meio de protocolos que condicionam a atividade do médico na tentativa de governos em padronizar medicamentos e condutas de menor custo, seja pela pressão exercida por todos os lados, pela indústria. A propaganda faz com que o próprio paciente chegue ao consultório pedindo para realizar esse ou aquele exame.

Apesar de todas essas pressões, os médicos continuam resistindo, num esforço ético de quem coloca o interesse pelo ser humano no centro de toda a sua atividade. A sociedade gaúcha pode se orgulhar de contar com um profissional dedicado e com capacidade de se posicionar no lugar do outro, de entender o que o outro sente, capaz de tranqüilizar e consolar. Neste dia 18 de outubro, Dia do Médico, nossa homenagem aos homens e mulheres que conseguem aliar a evolução da ciência, com máximo de competência, ao zelo e atenção pelos seus pacientes. Fonte: Zero Hora.

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