sexta-feira, 3 de novembro de 2006

“Pause” no mundo
O último refúgio. Cansado, esgotado... Nada melhor do que dar uma pausa nisto, desabar numa cama, se acomodar, e dormir um pouco..., dar um “pause” no mundo...

Ledo engano! Para quem sofre da doença de Parkinson não é bem assim. P’rá começar o ato de se acomodar numa cama é complicado. Decidir a posição que ficará mais tempo. De lado? De costas? Se de lado, pedir ajuda p’rá acomodar o travesseiro, outro travesseiro entre os joelhos.

Aí tem mais dois problemas: a baba e o tremor. A baba escorre pelo canto da boca mais baixo. Tem que usar um “babeiro” sobre o travesseiro para absorver. O tremor na cabeça é sentido na orelha, aquela vibração que se mostra no ruído característico do pavilhão sobre o travesseiro. É necessário cobrir? + Ajuda. Se consegue dormir, após 30, 40 minutos, está na hora de acordar p’rá mudar de posição.

Levantar? Mudar de posição? Pedir ajuda. E tentar dormir...
Após a cirurgia DBS, a cama voltou a ser o meu último refúgio! Rigidez e tremor: Tchau! Já consigo dar um “pause” no mundo...

4 de Novembro: doença de Alzheimer «faz» cem anos!
2006-11-02 Por Tiago Fleming Outeiro. No dia 4 de Novembro de 2006 celebra-se o centésimo aniversário da primeira descrição pública – feita por Alois Alzheimer (nascido a 14 de Junho de 1864 na Alemanha) - de alguém com uma doença peculiar do córtex cerebral. A paciente foi Auguste D., que sofreu de demência durante os últimos anos da sua vida. No seu cérebro, Alzheimer encontrou dois tipos de depósitos proteicos: uns chamados “placas”, que são extracelulares, e outros depósitos intracelulares, chamados “tangles”. Estas são as principais características da enfermidade actualmente conhecida como doença de Alzheimer. Esta data tem, por este motivo, um significado muito importante e está a ser celebrada de uma forma especial um pouco por todo o mundo.

Desde que foi descrita, aprendemos muito sobre várias outras doenças neurodegenerativas, como Parkinson, Huntington, ou esclerose amiotrópica lateral (ALS). Curiosamente, foram identificadas inúmeras semelhanças entre todas elas. Um aspecto comum entre as varias doenças está relacionado com certos processos celulares envolvidos, como as vias de degradação de proteínas, ou as de produção de energia, nas mitocôndrias. A nível funcional, encontra-se também um déficit em algumas redes neuronais devido a morte de certos tipos de neurónios, afectando regiões do cérebro específicas em cada doença. (segue...) Fonte: Ciência Hoje.
E ano que vem a doença de Parkinson completa 190 anos!

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