quarta-feira, 22 de novembro de 2006

TEORIAS SOBRE O ENVELHECIMENTO E A SUA CORRELAÇÃO COM O MG++

Dentre as inúmeras teorias que pretendem explicar o mecanismo do envelhecimento, incluindo o relógio biológico, a ligação cruzada do colágeno, erros da bio-síntese protéica, destaca-se uma teoria muito sedutora proposta pela escola francesa (129).
LABORIT evidencia o envelhecimento celular através da reação do organismo às condições do seu meio ambiente. Considerando que os nucleotídeos cíclicos AMPc e GMPc intervêm na transcrição do genoma, processo em que o AMPc facilita a diferenciação celular e o GMPc favorece a divisão, é evidente uma correlação com o Mg++. Ambos os nuclotídeos são controlados pela adenilato-ciclase, que é magnésio-dependente e está submetido à influencia dos hormônios e dos neuro - hormônios.
A reação simpático – adrenérgica bloquearia a divisão celular por intermédio do AMPc e facilitaria a diferenciação celular no curso do envelhecimento.
O Mg++ é tanto essencial ao êxito de ação simpático – suprarenal ao mesmo tempo que exerce múltiplas regulações hormonais e neuro – hormonais.
Na qualidade de “segundo mensageiro”, o magnésio atua ao nível subcelular e celular em inúmeras atividades no campo hormonal (01A , 98).
É interessante a hipótese de que a maior biodisponibilidade de Mg++ possa influenciar o genoma e conseqüentemente a vitalidade e longevidade de um grupo humano, como tem sido observado no ritmo de envelhecimento de várias regiões do mundo.
A pesquisa corrente tem evidenciado o papel crucial do Mg++ como inibidor da excitotoxicidade induzida pelo Ca++ através do canal NMDA, onde tem importância o glutamato, um neurotransmissor essencial ao processo de aprendizagem, gerador de circuitos neuroniais. Com o declínio da melatonina, após a fase reprodutiva do organismo, instala-se uma fase de desequilíbrio em relação ao glutamato, fase essa associada à geração descompensada do radical hidroxila levando à destruição progressiva das redes neuroniais, sobretudo do hipotálamo. Estas perdas neuroniais, amplamente estudadas em laboratórios, são correlacionadas com as doenças legadas ao envelhecimento: diabetes, doença de Parkinson, câncer, doenças cardíacas, etc. O magnésio e a melatonina partilham da ação antiexcitoxicidade neuronial e morte neuronial exercida pelo cálcio e pelo glutamato, desenvolvendo assim uma manifesta ação antienvelhecimento (128). Fonte ABMC

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