sábado, 17 de março de 2007

Cientista propõe novo enfoque em tratamentos de Alzheimer
16 de março de 2007 - Especialista diz que 80% do efeito terapêutico de um remédio depende do genoma.

VIENA - Um tratamento eficiente para as doenças degenerativas do cérebro, como o mal de Alzheimer, requer um enfoque novo, baseado na genética, já que as terapias desenvolvidas até agora mal surtem efeito, declarou nesta sexta-feira, 16, em Viena o cientista espanhol Ramón Cacabelos.

De acordo com o especialista, diretor de um centro de pesquisa biomédica em La Coruña, "80% do efeito terapêutico de um remédio depende do genoma".

O cientista, que participou da 8ª Conferência Internacional sobre Alzheimer e Parkinson, encerrada nesta sexta em Salzburgo, lembrou que, até agora, o aspecto genético não foi devidamente levado em conta pela medicina.

Segundo Cacabelos, não faz sentido iniciar um tratamento contra o Alzheimer depois que os sintomas da doença já apareceram, uma vez que, a essa altura, bilhões de neurônios já morreram.

Para o pesquisador, é preciso desenvolver uma estratégia preventiva contra o verdadeiro começo da doença, pois um paciente que demonstra sintomas de degeneração cerebral aos 60 anos, na verdade, começou a ficar doente cerca de 30 anos antes. (segue...) Fonte: Estadão.

Consola PS3 associada a projecto para compreender Alzheimer
17 de Março de 2007 - Os utilizadores da consola de jogos Playstation 3 podem participar num projecto para calcular o processo de preenchimento das proteínas, fundamental na compreensão das doenças como o Alzheimer ou Parkinson, anunciou quinta-feira a Sony.

O projecto, da Universidade de Stanford, Califórnia, baptizado FoldingàHome, foi lançado a 01 de Outubro de 2000 e pretende descobrir o processo de preenchimento das proteínas, um mecanismo que lhes permite ficarem activas e que é ainda um dos maiores enigmas da biologia molecular.

Até hoje, o projecto apelava aos utilizadores de computadores que instalassem um pequeno programa para que as suas máquinas, quando se encontravam em hibernação, contribuíssem nos cálculos necessários e os reenviassem para Stanford.

A partir de hoje, e até ao final de Março, os utilizadores da PS3 vão poder ligar a sua consola à rede Foldingàhome. (segue...) Fonte: Diário Digital.

Faltam remédios para transplantados e doentes crônicos
16-03-2007 - Pacientes transplantados e portadores de doenças crônicas não estão conseguindo receber a quantidade necessária de remédios de alto custo no sistema público de saúde. A portaria 2.577/06 do Ministério da Saúde limita a retirada dos chamados medicamentos de dispensação excepcional à quantidade estipulada pelos técnicos do órgão. Para os pacientes e entidades de apoio, a medida é uma verdadeira bomba e "coloca os usuários no corredor da morte", segundo a presidente da organização não-governamental Associação Doe Vida, Izilda Cristina Reinelt. Pela nova regra, o paciente que necessitar de dose de remédio superior à estabelecida pelo Ministério terá de comprar o restante, independentemente da prescrição médica. "É desesperador. Tenho pavor de ficar um dia sequer sem tomar meus remédios" , afirma o cozinheiro aposentado por invalidez, Sérgio Henrique de Souza, de 38 anos. (...)

O Ministério da Saúde nega a limitação do acesso aos medicamentos e alega que a portaria fixa a quantidade financiada pelo governo federal, cabendo a responsabilidade de complementar o fornecimento ao Estado e municípios. Em nota oficial afirma que "os gestores do Sistema Único de Saúde não estão e nem podem restringir o acesso aos medicamentos excepcionais. A portaria, na verdade, reflete as recomendações de uso contidas nos protocolos clínicos que recomendam a quantidade adequada de medicamentos para assegurar o eficaz e seguro tratamento da doença".

A grita das entidades de apoio a pacientes crônicos e transplantados levou o Ministério a retificar a quantidade de alguns medicamentos, mas a maioria continua restrita. Para as entidades, toda a portaria deveria ser revista. "Mesmo que as pessoas tivessem condições de comprar, a maioria desses medicamentos não são encontrados em farmácias. Não dá para entender. Se um paciente transplantado renal tiver que voltar para a hemodiálise, o custo será ainda maior para o governo, além de prejudicar a qualidade de vida do paciente" , reforça Izilda. "É um absurdo, uma molecagem que nos causa indignação", reforça o presidente da Associação Brasil Parkinson, Samuel Grossmann. (segue...) Fonte: Cosmo On Line.

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