segunda-feira, 16 de abril de 2007

Indústria farmacêutica pagará pensão a paciente compulsivo
16.04.2007 - A 5ª Câmara Cível do TJRS manteve decisão de primeira instância que determinou pagamento de pensão a paciente que defende ter utilizado medicamento para Mal de Parkinson que provocou compulsão pelo jogo. A indústria farmacêutica deverá arcar com R$ 3,6 mil por mês até o julgamento do mérito. O Colegiado concluiu que houve relação entre o início da medicação e o vício.

A autora da ação apresentou bula do remédio, documentos da ANVISA e estudos científicos afirmando que a droga Sifrol atua como desencadeador de comportamentos compulsivos. Defendeu que o vício no jogo reduziu seu patrimônio e a levou ao afastamento da sociedade de advocacia, da qual é fundadora. Postulou pedido de pensionamento alegando ser necessário para que não tivesse de se desfazer do restante de seus bens, uma vez que seu estado de saúde se agravou, acarretando aumento das despesas.

A fabricante da droga, Boehringer Ingelheim do Brasil Química e Farmacêutica Ltda., observou que não houve perícia médica e que não foram consideradas outras possíveis causas do surgimento do vício, como maior oferta de jogos, uso de substâncias químicas, contexto sócio-cultural e predisposição genética. Apontou que a autora se enquadra no grupo de maior incidência de jogo patológico, segundo pesquisa da Universidade de São Paulo: é portadora do Mal de Parkinson, tem mais de 40 anos, é solteira e possui bom nível econômico. (segue...) Fonte: Correio Forense.

Uso terapêutico do Botox é crescente
15/04 - A toxina botulínica tipo A, que ficou famosa ao tratar as marcas de expressão, pode também fazer bem para a saúde. Há quem considere o uso do Botox - um dos nomes comerciais da substância - em rugas um feito terapêutico e não estético. (...)

ESPECIALISTA EXPLICA AÇÃO DO BOTOX
A neurologista da Universidade de São Paulo Susan Chien Hsin Fin afirma que a dosagem da toxina varia de acordo com o paciente. A especialista também lembra que a pessoa que for aplicar deve estar bem treinada para não haver problemas. A seguir, trechos da entrevista.

AGÊNCIA ESTADO - Por que não é possível usar a toxina botulínica para tratar o mal de Parkinson? SUSAN CHIEN HSIN FIN - A toxina botulínica tem a meta de reabilitar o paciente. Por isso, ela é aplicada naquele músculo específico, que está contraído. No caso do Parkinson, a rigidez muscular é global, afeta o corpo todo e é degenerativa. Aplicada em grandes quantidades, a toxina botulínica pode intoxicar o paciente. (segue...) Fonte: Último Segundo.

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