sábado, 28 de abril de 2007

O que fazer com os embriões congelados?
30/04/2007 -- É a essa pergunta prática que o Supremo Tribunal Federal precisa responder ao julgar a lei que autoriza pesquisas com células-tronco. Nas últimas semanas, muito se falou sobre a decisão que o Supremo Tribunal Federal terá de tomar sobre o artigo da Lei de Biossegurança, aprovada em 2005, que autorizou as pesquisas com embriões. Cabe aos ministros do STF manter ou não a permissão para que os cientistas usem em suas pesquisas as células desses embriões, conhecidas como células-tronco embrionárias. Os pesquisadores afirmam que isso é necessário para obter novos tratamentos para doenças. Os opositores das pesquisas dizem que elas ferem o direito à vida, pois cada embrião seria um ser humano em potencial. Aparentemente, está em jogo uma das discussões mais fascinantes da humanidade: quando a vida começa. Só aparentemente.

Os 11 ministros estão, na verdade, diante de um choque de valores: o progresso científico, a fé religiosa, o direito à vida e o direito à saúde. "Estamos diante de valores que se contrapõem", disse o ministro Carlos Ayres Britto, na audiência pública realizada pelo STF para ouvir argumentos a favor e contra as pesquisas. "Se, de uma parte, a Constituição tutela a vida e a dignidade da pessoa humana, por outro lado tutela a saúde e a expressão de toda atividade científica." Além desse choque de valores, está diante dos ministros uma questão prática imediata: o que fazer com os embriões congelados nas clínicas de reprodução assistida? (segue...) Fonte: Época.

Antes de discutir o início, o que é vida?
27/04/2007 -- (por Maiana Zatz) No último dia 20, participei em Brasília de um debate histórico, a convite do Supremo Tribunal Federal (STF). Foi a primeira vez que este assunto extremamente polêmico -- o uso de células embrionárias (CTE) para pesquisas -- era discutido em uma audiência pública. A iniciativa, digna de aplausos, teve por objetivo oferecer subsídios aos ministros do STF para julgar uma ação de inconstitucionalidade (Adin) contra a Lei de Biossegurança, aprovada em 2005, que permite as pesquisas com células-tronco embrionárias.

Os opositores a essas pesquisas defendem a tese de que a vida humana começa no momento da concepção. Portanto, os embriões congelados nas clínicas de fertilização seriam “pessoas” -- que não podem ser destruídos para pesquisas, mesmo que essas possam resultar em futuros tratamentos que poderão salvar inúmeras vidas.

O debate todo ocorreu em torno do tema central: “Quando começa a vida?”
No momento da fertilização? Quando o embrião implanta-se na parede uterina? Quando se forma o sistema nervoso? Quando ele pode viver independentemente da mãe? Quando nasce?

Não existe um consenso. Afinal, cada um de nós tem a sua opinião, de acordo com sua experiência científica, crença ética ou religiosa.

A questão é: o que é vida? (segue...) Fonte:
G1.

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