Que vida?
22 de abril / 2007 - Esta semana o Supremo Tribunal Federal realizará a primeira audiência pública de sua história para compreender os diversos aspectos que envolvem a pesquisa com células-tronco no Brasil. O interesse dos Ministros do Supremo, no entanto, não é propriamente científico, mas jurídico e moral. Pouco tempo antes de deixar o comando do Ministério Publico Federal, o Procurador Cláudio Fonteles propôs uma ação direta de inconstitucionalidade contra dispositivos da lei de Biossegurança, que autoriza a pesquisa com células embrionárias, apenas para fim terapêutico. (...)O terceiro aspecto preocupante do argumento levado a cabo pela Procuradoria Geral da República é o desprezo relativo à dignidade e à própria vida de milhões de pessoas humanas que sofrem doenças graves e letais, como o Parkinson, a diabetes, as doenças coronárias ou lesões de medula, que poderiam ser beneficiados com o progresso nas pesquisas com células-tronco. Ao elevar o embrião inviável à condição de ser humano, o sofrimento de milhares de seres humanos reais está sendo relegado a mais absoluta irrelevância. E esta não parece ser uma decisão a favor da vida. Fonte: Correio do Brasil.
Terapia genética para Parkinson não traz danos
STF DEVE PERMITIR USO DE CÉLULAS-TRONCO DE EMBRIÕES20/04/2007 - O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá dar o aval para que a comunidade científica brasileira utilize células-tronco de embriões humanos congelados há mais de três anos para pesquisar tratamentos de paraplegias e doenças genéticas graves. O STF tomará uma decisão sobre essas pesquisas com embriões durante o julgamento de uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) movida pelo ex-procurador-geral da República Claudio Fonteles contra o uso dos embriões, que está previsto na Lei de Biossegurança.
O julgamento está previsto para ocorrer em junho. Durante o julgamento, a maioria dos ministros não deverá aceitar a tese de que os embriões não podem ser usados porque a vida começa a partir da concepção. Ministros do Supremo afirmam que proibir essas pesquisas seria um retrocesso. Eles avaliam que o STF deverá garantir o uso dos embriões nas pesquisas. (segue...) Fonte: G1.
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