quarta-feira, 30 de maio de 2007

Melhores imagens em estruturas anatômicas do cérebro
May 30, 2007 - A imagem de ressonância magnética é um método muito eficaz para revelar detalhes anatômicos de tecidos macios. Contrastar agentes pode ajudar a fazer com que estas imagens mesmo obstruídas permitam que os processos fisiológicos sejam seguidos em tempo real. Complexos convencionais do gadolinium usados atualmente como agente de contraste da MRI podem não revelar estruturas anatômicas.

Como relatado no jornal Angewandte Chemie, investigadores coreanos conduzidos por Jung Hee Lee no centro médico Samsung e na universidade nacional de Seoul, em Taeghwan Hyeon, desenvolveram um novo agente de contraste de MRI que usa nanopartículas de óxido de manganês que produzem imagens das estruturas anatômicas do cérebro do rato que são tão claras quanto aquelas obtidas por exames histológicos.

As imagens de ressonância magnética após a injeção das nanopartículas de óxido de manganês permitiram vista em diferentes áreas do cérebro de ratos numa definição excelente. “Nós desenvolvemos o primeiro agente verdadeiramente biocompatível para contraste de MRI para obter imagens anatômicas do cérebro,” Lee e Hyeon dizem. “Com este agente, nós podemos obter imagens de alto contraste dos detalhes anatômicos do cérebro do rato vivo.” Os investigadores esperam que seu novo agente de contraste permita a pesquisa e o melhor diagnóstico das doenças do cérebro que envolvem o CNS (sistema nervoso central), como a doença de Alzheimer, a doença de Parkinson e tumores. (segue..., em inglês) Fonte: Science Daily.

Pesticidas podem causar mal de Parkinson, diz pesquisa
30/05/2007 - LONDRES - Um estudo divulgado por pesquisadores da Universidade de Aberdeen, na Escócia, revelou que a exposição a pesticidas aumenta as chances de se desenvolver o mal de Parkinson.

Os cientistas constataram que pessoas que têm muito contato com as substâncias tóxicas têm 39% mais chances de contrair a doença degenerativa, enquanto que nas que sofreram baixa exposição o risco é de 9%.

A pesquisa, publicada na revista científica Occupational and Environmental Medicine, investigou 959 casos de parkinsonismo, um termo genérico que define uma série de doenças que têm em comum a presença dos sintomas de Parkinson - como desequilíbrio, tremores nos braços e nas mãos, além de dificuldades ao falar e se movimentar.

Os voluntários responderam a questionários sobre estilo de vida e se são expostas freqüentemente a produtos químicos, como solventes, pesticidas, ferro, cobre e manganês. O estudo também incluiu questões sobre histórico familiar e consumo de tabaco. (segue...) Fonte:
O Globo On Line.

O caminho das células-tronco / por Dráuzio Varella

30 de Maio de 2007 - Raras descobertas em medicina geraram tanta expectativa quanto a das células-tronco.

De fato, a possibilidade de regenerar tecidos lesados por meio do transplante de células capazes de diferenciar-se em qualquer outra talvez venha a representar para as doenças degenerativas típicas do século 21 um avanço semelhante ao dos antibióticos para as moléstias infecciosas no século passado. (...)

Entre os que defendem o uso de células embrionárias existe uma multidão de crianças portadoras de doenças hereditárias que afetam os músculos e impedem a deambulação, paraplégicos, portadores de Parkinson, Alzheimer, doenças cardíacas, esclerose múltipla, diabetes dependente de insulina e seus familiares aflitos. O drama vivido por essas pessoas criou pressão irresistível para a aprovação das pesquisas com células-tronco embrionárias no parlamento brasileiro e de outros países.

Para deixar clara minha posição, defendo o direito de acesso ilimitado aos benefícios que essas pesquisas trarão. Os que, por razões religiosas, são contrários a elas, por julgarem que descongelar óvulos fecundados, inúteis, que nunca serão implantados em útero algum, é assassinato, merecem todo respeito. A eles deve ser assegurado o pleno direito de recusar submeter-se a esse tipo de tratamento (quando estiver disponível), tal como Testemunhas de Jeová recusam transfusões de sangue, mas não o de criar dispositivos legais para impor ditatorialmente suas convicções aos que não pensam da mesma forma.

Enquanto a maioria dos pesquisadores estimava que os primeiros tratamentos estariam disponíveis em cinco a dez anos, a Geron, uma companhia da Califórnia, anuncia na revista Science que seus estudos conduzidos em animais sugerem que o tratamento com células embrionárias pode ser seguro e eficaz num grupo selecionado de pacientes.

Pesquisadores da Geron apresentaram os dados de suas pesquisas ao FDA (Food and Drug Administration), a rigorosa agência americana que controla a liberação de medicamentos, com a esperança de conseguir autorização para iniciar um estudo-piloto em portadores de traumatismos de medula espinhal em meados de 2006.

Mesmo os cientistas céticos, cautelosos quanto às possíveis conseqüências nefastas que a aplicação apressada de tratamentos ainda pouco testados possam trazer aos pacientes, estão de acordo com a escolha do alvo: neurônios lesados em acidentes medulares são mais fáceis de regenerar do que células produtoras de insulina nos diabéticos ou neurônios cerebrais inativos em pacientes com Parkinson.

O caminho que as células embrionárias deverão percorrer antes de entrar na prática médica será árduo. É preciso provar que as células transplantadas irão alojar-se no local adequado, que elas se diferenciarão nas células que desejamos e que seu crescimento ficará sob controle para que não formem tumores.

Os dados experimentais sugerem que os três objetivos têm sido alcançados pelos pesquisadores da Geron e por outras equipes. Pela tradição do FDA, o início do estudo jamais será autorizado enquanto seus técnicos não estiverem convencidos de que os pacientes não correrão riscos. (segue...) Fonte: Gazeta Digital-MT.

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