Cientistas obtêm células estaminais embrionárias sem recorrer a embriões06.06.2007 - Foi possível reprogramar células da pele de ratinhos.
Diz-se que não se faz omeletes sem ovos, mas três artigos que vão ser publicados amanhã nas revistas "Cell Stem Cells" (na sua edição inaugural) e "Nature" acabam de tornar esta expressão obsoleta pelo menos no que respeita aos ratinhos e às chamadas células estaminais embrionárias (CEE).
E, pela mesma ocasião, talvez venham um dia a pôr um termo ao debate sobre a ética da utilização de embriões humanos naquilo que tem vindo a ser chamado "clonagem terapêutica".
As CEE são células que, como o seu nome indica, estão presentes durante a fase embrionária da vida. Tanto nos ratinhos como nos humanos, são células "pluripotentes" — isto é, têm a capacidade única de dar origem a qualquer tecido do organismo.
As CEE têm, na opinião dos especialistas do mundo inteiro, grandes potencialidades terapêuticas, pois poderão permitir criar tecidos sãos para substituir tecidos doentes, com a garantia acrescida de que esses tecidos serão perfeitamente compatíveis com o doente que se pretende tratar. O método é simples: colhe-se uma célula cutânea a um doente, clona-se um embrião a partir dessa célula (com uma técnica como a que permitiu clonar a ovelha Dolly), extraem-se as CEE do embrião e gera-se com elas o que se quer: células beta do pâncreas para tratar a diabetes, células estaminais do sangue contra as leucemias, neurónios motores contra a doença de Parkinson... (segue...) Fonte: Público-pt. Aqui => no Estadão. Aqui => no G1.
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