Tentativa e acerto / depressão
Ago de 2007 - Genética entra na receita do tratamento contra a depressão e diminui o tempo para avaliar qual a medicação correta para cada paciente.Depois de meses percorrendo consultórios médicos de diferentes especialidades em busca de uma resposta para aquelas dores inexplicáveis, perda de peso e de apetite, falta de vontade de realizar tarefas cotidianas - até mesmo sexo - e um desânimo profundo e inexplicável, você finalmente é encaminhado a um psiquiatra, que faz o diagnóstico: depressão. Passado o choque inicial, você acaba ficando aliviado. Afinal, agora basta tomar o antidepressivo receitado pelo médico e tudo ficará bem. Aí vem o segundo choque, quando o psiquiatra lhe informa que há 60% de chance de melhoras com aquele medicamento e que você só saberá se isso irá acontecer por volta da quarta semana de tratamento. Ah, e só mais uma coisinha: mesmo se não funcionar, muito provavelmente você sentirá alguns efeitos colaterais, como insônia, boca seca ou taquicardia.
Parece uma cena de filme de terror psicológico, mas a descrição é a realidade do atual estágio do tratamento da depressão, no qual cerca de 20% dos pacientes não respondem ao primeiro medicamento. "A única maneira de saber se o remédio vai funcionar é prescrevê-lo. Trata-se de tentativa e erro mesmo", diz o psiquiatra Júlio Licini, chefe do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Miami e assessor do NIH (espécie de Ministério da Saúde dos Estados Unidos) para a área de genética. "Para piorar o problema, a maioria das pessoas desiste do tratamento após a primeira tentativa frustrada e vira paciente crônico", afirma. (...)
TRATAMENTO DE CHOQUE (...)
Estimulação Profunda do Cérebro (DBS, na sigla em inglês) - Um eletrodo é introduzido na região cerebral relacionada a várias patologias, como Parkinson e TOC refratário ao tratamento. Esse eletrodo é acoplado a um marcapasso, que é implantado no peito do paciente. O marcapasso vai estimular a região eletricamente e regular a ação neuronal. O método já vem sendo utilizado para Parkinson desde a década de 1990 e contra a depressão (mas não no Brasil). (segue..., em 3 páginas) Fonte: Galileu Edição 193 - Ago de 2007.
Boa matéria, ampla, com diagramas e boas explicações. Vale a pena conferir!
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