
UM CEREBRO EM FORMA PARA AFASTAR O ALZHEIMER
Gurutz Linazasoro
Acaba de comemorar-se o dia mundial da doença de Alzheimer. Aproveito esta oportunidade para agradecer a todos que se dedicam a minorar as conseqüências devastadoras dessa enfermidade. Todos queremos chegar à velhice em boa forma física e mental.
Parece que sabemos o que devemos fazer para manter uma boa forma física. Porem, podemos fazer algo para manter nosso cérebro em plena forma? Em primeiro lugar, lhes direi que o velho refrão cheio de pessimismo que reza “depois dos 35 tudo vai ladeira abaixo no cérebro”, carece de fundamento.
Nos últimos decênios, comprovou-se que os circuitos cerebrais conservam a capacidade de mudar para adaptar-se a situações novas em qualquer idade. Em segundo lugar, o estudo do cérebro de pessoas centenárias com um envelhecimento sadio indica que se deve evitar as lesões vasculares e que a doença de Alzheimer não é uma conseqüência direta da idade.
Do ponto de vista prático, poderíamos fazer as seguintes recomendações gerais:
1. Manter-se ativo intelectualmente reduz o risco de demência. Nem todas as atividades são igualmente eficazes. A participação em jogos de mesa, a leitura, tocar algum instrumento musical, a dança ou fazer palavras cruzadas e resolver quebra-cabeças são mais positivas que escrever ou bater papo. Todos nós temos uma “reserva cognitiva” que pode ser fortalecida com essas simples atividades. O exercício mental é uma forma de aumentar as conexões entre os neurônios e promover o desenvolvimento de novos circuitos.
2. As pessoas que fazem exercícios físicos com regularidade perdem menos tecido cerebral ao envelhecer. O exercício estimula a formação de novos neurônios a partir das células-tronco do cérebro.
3.Deve evitar-se o estresse. Pesquisas comprovam que o estresse reduz a neurogênese.
4. É aconselhável seguir uma dieta de baixo teor calórico e pouco sal que se coaduna com uma maior formação de novas células nervosas e com o aumento do tempo de vida dos animais. O projeto Kame mostrou que o consumo de fruta e verdura reduzia o risco de contrair Alzheimer. O mesmo se observou com a dieta mediterrânea rica em omega-3.
Gostaria que soubessem que o simples fato de seguir estas recomendações não livra alguém de sofrer de Alzheimer, Parkinson ou uma trombose cerebral. Infelizmente, existem outros fatores que não podemos controlar. Não obstante, é aconselhável fazer exercício, ler, jogar cartas, resolver palavras cruzadas, dançar e fazer a dieta mediterrânea. Afinal de contas, não parece difícil.
Fonte: DiarioVasco.com
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