Pesquisas com células-tronco em xeque 28.5.2008 - Logo mais, a mais alta Corte da Justiça brasileira dará continuidade a um julgamento que, pelo menos no campo jurídico, decidirá sobre um polêmico dilema: o início da vida. Caberá aos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal decidir a partir de quando um embrião humano passar a ser respaldado pelo direito à vida garantido pela Constituição e se é crime ou não usar embriões humanos congelados há mais de três anos em pesquisas e terapias sobre o uso de células-tronco.O julgamento foi movido por uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra o artigo 5º da Lei de Biossegurança, aprovada em março de 2005 pelo Congresso Nacional e que autorizava o uso de embriões congelados em pesquisas de célula-tronco. Católico fervoroso e autor da Adin, o ex-procurador-geral da República (2003-2005) Cláudio Fonteles é adepto da tese de que a vida humana começa assim que o embrião é fecundado e que seria um crime usá-lo em pesquisas científicas.
Temerosa de que a liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias abra caminho para a descriminalização do aborto, a Igreja Católica – que este ano trabalha a Campanha da Fraternidade com o tema sobre a defesa da vida - faz lobby pesado para defender a tese de que a vida começa na fecundação.
Em contrapartida, os defensores da Lei de Biossegurança rebatem que é o futuro da ciência que está em xeque. Baseados no fato de que os embriões usados nas pesquisas serão inviáveis, que nunca poderão ser armazenados em um útero, eles argumentam que a vida que está em jogo não é a dos embriões, e sim daqueles que esperam encontrar nestas pesquisas uma possível cura para doenças degenerativas, muitas delas letais, como o mal de Parkinson, o Alzheimer e as lesões na medula. (segue...) Fonte: O Globo.
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