sábado, 15 de novembro de 2008

Fim da moral que mata
15 de novembro de 2008 - "Eleitores do Colorado votaram proposta que previa incluir na Constituição estadual que um óvulo fertilizado equivalia a uma pessoa: 73,3% rejeitaram a idéia"

Uma grande notícia ficou escondida debaixo da vitória de Barack Obama – é o começo do fim da moral que mata.

Obama prometeu em campanha, e reafirmou depois da eleição, que vai revogar as restrições impostas por Bush às pesquisas com células-tronco embrionárias, nas quais repousam as melhores esperanças de alívio e até de cura de doenças como diabetes, Alzheimer e Parkinson. Bush proibiu o uso de dinheiro público para financiar essas pesquisas sob o argumento de que, ao destruir embriões, elas matam seres humanos. Bush é da opinião que óvulo e gente se equivalem. (...)

Conversei por telefone com Amy Comstock Rick. Ela comanda a Parkinson’s Action Net-work, entidade que representa os portadores da doença nos EUA (são 1 milhão; 60 000 novos casos são diagnosticados por ano) e, nessa condição, foi escolhida para presidir a Coalition for the Advancement of Medical Research, guarda-chuva de uma centena de órgãos que defendem o avanço da pesquisa e da tecnologia na medicina. Amy Rick está otimista com os novos tempos. Sobretudo com a saída de Bush.

"A oposição mais forte às pesquisas com células-tronco embrionárias", diz ela, "não vem do governo Bush, vem da pessoa do presidente. Bush é pessoalmente contra." Estaria Bush representando a maioria dos americanos? "Não. Três quartos dos americanos apóiam as pesquisas com embriões."

A normalização da pesquisa nos EUA, meca do dinheiro, do estudo e da tecnologia, será uma grande notícia para todos os cidadãos do mundo, doentes e sadios, incluindo os absolutistas morais que lutam para barrar a ciência e, um dia, vão se beneficiar dos seus avanços. Dos avanços, como se diria no vernáculo deles, da imoralidade que salva. Fonte: O Globo.
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Michael J. Fox espera que Barack Obama apoye y cree leyes que aceleren la cura para el mal de Parkinson
14 de noviembre de 2008.- El actor Michael J. Fox, espera que el recién electo presidente de Estados Unidos, Barack Obama, apoye y cree nuevas leyes que aceleren la búsqueda de una cura para el mal de Parkinson. (...)

"Creo que estamos todos muy confiados en que éste será un tiempo de apertura y de apoyo a la investigación médica y científica", dijo Fox, a quien se le diagnosticó el Parkinson en 1991. Fonte: El Observador.ve.
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Genética \ Construção de uma descoberta
Linhagem brasileira de células-tronco embrionárias humanas abre caminho para novas pesquisas em busca de terapia contra doenças.

Edição Impressa 153 - Novembro 2008- As células-tronco extraídas de embriões humanos têm sido celebradas como a grande esperança para curar muitas doenças contra as quais a medicina hoje tem as mãos até certo ponto atadas. É o caso de determinados problemas cardíacos, de anomalias de origem genética como distrofia muscular e de doenças degenerativas do sistema nervoso como mal de Parkinson. Freqüentadoras assíduas das páginas de ciência e saúde de jornais e revistas, essas células, que podem dar origem a qualquer tecido humano, ganharam ainda mais destaque desde o dia 2 de outubro, quando a geneticista Lygia da Veiga Pereira, da Universidade de São Paulo (USP), anunciou ter obtido uma linhagem brasileira de células-tronco embrionárias – a BR-1. (...)

“Mas o que queriam mesmo era saber quando as células estariam disponíveis”, conta Lygia. Mesmo quem não entrou nessa fila afirma que a conquista é importante e dá independência aos pesquisadores brasileiros. Mais do que substituir a importação desse tipo de célula, a geneticista da USP celebra a competência técnica que seu grupo demonstrou em obter e manter a linhagem. Ela começou a trabalhar com células-tronco embrionárias importadas logo após a aprovação da Lei de Biossegurança, em 2005, que regulamentou esse tipo de pesquisa. Em 2006 trouxe pesquisadores estrangeiros, como Prithi Rajan, do Instituto Burnham em San Diego, nos Estados Unidos, para mostrar como fazer o cultivo das células. “Ela nos ensinou as condições ideais de cultura e mostrou como treinar o olho para ver quando as células estão ‘felizes’”, lembra. Mesmo assim, as primeiras linhagens morreram. “Tivemos que alterar detalhes no meio de cultivo e com isso mostramos que conseguimos fazer sozinhos.” O cardiologista José Eduardo Krieger, do Instituto do Coração (InCor) da USP, faz coro: “O mais importante é dominar a tecnologia. Só assim podemos interferir ativamente em todo o processo de pesquisa com terapia celular. Isso não tem preço.” O presidente da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe), Luiz Eugênio Mello, completa: “Em muitas linhagens americanas é difícil saber se as células estão em boas condições de manutenção. É diferente quando se tem um vizinho que pode informar 100% sobre as características do material com que você trabalha”.

Outra vantagem é a agilidade para se conseguir amostras de células. Para a geneticista Mayana Zatz, do Centro de Estudos do Genoma Humano da USP, o grande entrave para fazer pesquisa com células-tronco no Brasil é o tempo gasto para importar todo o material. “Demoramos meses para receber reagentes que um americano tem em mãos em menos de 48 horas”, conta. “Numa área competitiva como essa, fica quase impossível publicarmos em periódicos internacionais.” (segue...) Fonte: Revista Pesquisa Fapesp.

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