Neurocientista defende novo tratamento para freqüência cerebral anormal
Médico estuda região profunda do cérebro, o chamado tálamo.Ele compara a relação dessa área com o córtex a uma orquestra.
12/12/08 - Dr. Patrick J. Kelly, chefe de neurocirurgia da Universidade de Nova York, cruzou os braços na frente do peito, demonstrando ceticismo.
"Tenho um problema neurológico que nunca contei a ninguém – a nenhuma alma viva", ele lembra ter dito ao colega Dr. Rodolfo Llinas diante de um auditório lotado de neurocirurgiões. "Você ouve meu cérebro e me diz o que é isso. Se você o fizer, vou acreditar em você."
E foi assim que Kelly permitiu que seu cérebro fosse examinado em uma máquina MEG, um aparelho capaz de medir minúsculos sinais magnéticos que refletem mudanças no ritmo do órgão.
Após analisar a atividade cerebral do colega, Llinas anunciou: "Você tem tinido. O som fantasma que você ouve deve ser bastante alto. É de freqüência baixa, um barulho estrondoso."
Kelly ficou impressionado, como contou depois. Ele ouvia aquele barulho desde que serviu em um hospital militar em Danang durante a Guerra do Vietnã. O rugido dos helicópteros que traziam os feridos prejudicou permanentemente sua audição.
Llinas, diretor de neurociência e fisiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Nova York, afirmou acreditar que ritmos cerebrais anormais contribuem para uma variedade de transtornos graves, incluindo mal de , esquizofrenia, tinido e depressão. Sua teoria pode explicar por que a técnica conhecida como estímulo cerebral profundo – um implante de eletrodos em regiões específicas do cérebro – geralmente alivia os sintomas de transtorno de movimento como o mal de .
A teoria está longe de ser amplamente aceita, e a maioria dos neurocirurgiões afirma que os mecanismos por trás do estímulo cerebral profundo ainda permanecem um mistério. Ainda assim, cirurgiões como Kelly estão empolgados com as pesquisas, afirmando que elas sugerem novos caminhos para o tratamento de uma variedade de transtornos.(...)
No caso do mal de , alterações químicas levam partículas do tálamo a um modo de baixa freqüência. Se a parte afetada do tálamo se conecta ao centro motor primário do cérebro, um lento tremor, de quatro ciclos por segundo, aparece. O paciente treme na mesma freqüência do tálamo motor oscilante.
Se a partícula anormal do tálamo se conecta a uma região que planeja os movimentos, os pacientes não podem iniciar nenhum movimento. (segue...) Fonte: G1.
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Modelando doenças com células-tronco
Por Alysson Muotri em 12 de Dezembro de 2008Ao contrário de grande parte dos meus colegas cientistas e do que a sociedade está exposta através da mídia, acredito que a maior contribuição das células-tronco embrionárias humanas (CTEH) para a medicina moderna não será o transplante celular ou a reposição de tecidos.
Minha posição é fundamentada na seguinte observação: sabemos pouco ou quase nada de como as CTEH se comportam no organismo humano. Por outro lado, sabemos muito de como elas se comportam dentro de uma estufa no laboratório, com as condições controladas e acesso fácil. Isso mesmo, os cientistas estão acostumados a trabalhar com o que chamamos de “cultura de células”, ou seja, a arte de mantê-las vivas e usá-las como ferramenta para extrair conhecimentos sobre a fisiologia humana. Quem convive com esse tipo de pesquisa sabe o quão dolorido (ou gratificante, dependendo do ponto de vista) é passar finais de semana, Natais ou outros feriados no laboratório. Tomando conta das preciosas células.
A maior crítica desse sistema é que, justamente por estarem isoladas do organismo, o conhecimento adquirido com essa tecnologia tem que ser confirmado em modelos animais (inclusive humanos). Mesmo assim, o fato de termos condições controladas permite aos pesquisadores testar milhares de compostos ou drogas num curto período de tempo. Essa triagem tem fornecido grande parte das drogas medicinais que existem hoje no mercado. Portanto, não dá pra subestimar esse modelo.
Para ilustrar meu ponto, tomemos a seguinte doença: Esclerose Lateral Amiotrófica ou ELA. Pacientes com ELA apresentam degeneração dos neurônios motores, impossibilitando os movimentos e levando à morte do paciente em poucos anos. Alguns, com uma versão menos dramática da doença, sobrevivem por mais tempo, mas em péssimas condições. Veja o exemplo do físico Stephen Hawking, cuja figura já está imortalizada em uma cadeira de rodas. Não existe cura para ELA. A única droga existente no mercado contra essa terrível doença conseguiu aumentar a sobrevida dos pacientes em 1-2 meses e não funciona na maioria dos casos. Precisamos urgentemente de novas drogas ou terapias.
Pois bem, uma idéia seria repor os neurônios motores nesses pacientes na tentativa de aliviar ou reverter os sintomas da doença. Foi com essa idéia que um grupo de Harvard publicou na revista “Science” (Dimos e colegas, 2008) a geração de neurônios motores através da diferenciação de células reprogramadas de pacientes com ELA. Neurônios motores são umas das células mais complexas do organismo, atingindo mais de um metro de comprimento! Infelizmente, neurônios motores gerados dos próprios pacientes têm grandes chances de também desenvolverem a doença no futuro. Além disso, ainda não sabemos como repor cirurgicamente neurônios complexos de volta ao paciente e esperar que estabeleçam as complicadas conexões com os músculos, permitindo o movimento. No caso de ELA, vejo a terapia celular improvável de acontecer tão cedo. (...)
As propostas deverão ser aprovadas no começo do ano que vem e acredito que programas contra diversos tipos de câncer, Alzheimer, , lesões da coluna, doenças do coração e diabetes serão financiados. Fonte: G1.
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Asocian el con el déficit de vitamina D
La vitamina D no cesa de dar sorpresas. Según un trabajo publicado esta semana en la revista Archives of neurology, los pacientes con enfermedad de son más propensos a tener déficit de vitamina D que los adultos saludables de la misma edad, o que los pacientes con enfermedad de Alzheimer.12-12-2008 - (...) un nuevo trabajo demostró la relación existente entre el déficit de vitamina D y la enfermedad de .
Según un trabajo publicado esta semana en la revista Archives of neurology, los pacientes con enfermedad de son más propensos a tener déficit de vitamina D que los adultos saludables de la misma edad, o los pacientes con enfermedad de Alzheimer.
Los autores del estudio compararon los niveles de vitamina D de 100 pacientes con enfermedad de , con los niveles de enfermos de Alzheimer, y 99 individuos saludables de la misma edad, género, raza, genotipo y ubicación geográfica.
“De manera significativa, el 55 por ciento de los pacientes con tuvieron insuficiente vitamina D que aquellos con Alzheimer (41 por ciento)”, expresaron los investigadores en su estudio, y concluyeron: “estos hallazgos apoyan la sugerencia previa sobre la necesidad de determinar con otros estudios cómo contribuye el déficit de vitamina D en el riesgo de desarrollar la enfermedad de (vs. otros desordenes neurodegenerativos), y definir si la corrección de la insuficiencia de vitamina D puede mejorar los síntomas motores y no motores del ”. Fonte: AIM Digital.ar.
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Projeto de lei autoriza Fundação a financiar pesquisas com células-tronco
No plenário da Alerj, deputados debatem a aprovação do projeto de lei12/12/2008 - Por ampla maioria de votos, a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou no dia 9 de dezembro (terça-feira), o Projeto de Lei n.º 13/08. Com a aprovação, modifica-se a redação da Lei Complementar n.º 102, de 18 de março de 2002, que dispõe sobre a área de atuação da FAPERJ, tornando possível o financiamento de pesquisas científicas com células-tronco embrionárias, o que estava vedado à Fundação desde 2002. Com a decisão, grupos de cientistas envolvidos em terapia celular animam-se com a possibilidade de mais recursos para o desenvolvimento de seus trabalhos. (...)
"Nos Estados Unidos, a proibição desse tipo de pesquisas em alguns estados levou a uma transferência em massa de grupos de pesquisadores para lugares em que esses estudos eram permitidos, como a Califórnia. O Rio de Janeiro é pioneiro também nessa área, com os primeiros estudos do emprego de células-tronco em pacientes cardíacos, assim como também foram daqui os primeiros trabalhos publicados de que se tem história sobre o tema. Além disso, os investimentos nessa área são recuperados em médio e longo prazo, com a economia para o sistema público de saúde no tratamento de pacientes com mal de , por exemplo", argumenta Mendez Otero. Ela sugere ainda que, a exemplo do Ministério da Saúde, que recentemente publicou chamada para a criação da Rede Nacional de Terapia Celular, a FAPERJ também lance editais específicos para a área.
(...) As pesquisas têm como alvo o tratamento de doenças que afetam um grande número de cidadãos, como a doença de , o mal de Alzheimer, a diabetes mellitus, problemas cardíacos, doenças sangüíneas e câncer, dentre muitas outras. (segue...) Fonte: Revista Fator.
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Proteína trava doença de Lou Gehrig
Sexta, 12 de Dezembro de 2008 - Investigação Uma equipa de cientistas descobriu que, mutiplicando uma proteína específica, é possível controlar e evitar os sintomas da esclerose lateral amiotrófica. A patologia que afectou o jogador Lou Gehrig é fatal em cinco anosMultiplicação de proteína protege as células
A multiplicação de uma proteína poderá, no futuro, alongar a vida dos doentes com esclerose lateral amiotrófica ou doença de Lou Gehrig. Investigadores dos Estados Unidos e do Uruguai descobriram que a proteína Nrf2 retarda os primeiros sintomas desta patologia neurodegenerativa e incurável. Os resultados foram publicados na última edição do Journal of Neuroscience. (...)
"O estudo permite potencialmente identificar o que pode ser alvo importante de tratamento, que pode ter um efeito determinante no início da doença", disse o investigador Jeffrey Johnson à agência France Presse. Esta proteína "controla centenas de outras, que protegem o stress oxidante, associado a outras doenças como o . (segue...) Fonte: Diário de Notícias.pt.
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