Antioxidantes e envelhecimento
Sexta-feira, 27 Marzo 2009 - por Juan José Morales Há alguns dias, alguém me ofereceu um produto que pode salvar-me da doença de Alzheimer, artrite e todo o mal, devido ao envelhecimento. Mas não era um médico. Nem mesmo um desses charlatões oferecendo terapias "alternativas". Foi um vendedor de conhecido café solúvel, que acaba de lançar uma nova apresentação com "antioxidantes" (naturalmente mais caro do que o normal).
Por meio século, foi dito mais de uma vez, a tal ponto que quase se tornou dogma ou artigo de fé que o envelhecimento é devido aos chamados radicais livres que provocam um processo de oxidação nas células, e, posteriormente à afirmação, fizeram fortunas vendendo produtos e tratamentos "antioxidantes", para supostamente parar ou reverter a devastação da idade. Mas recente pesquisa médica levou à conclusão de que aqueles que utilizam esses medicamentos e terapias para manter a ilusão de se manterem sempre jovens, ou pelo menos retardar a chegada da velhice, simplesmente jogam seu dinheiro no lixo. Mas vamos por partes. Foi em 1956 quando o Dr. Denham Harman, do Centro Médico da americana University of Nebraska, apresenta a teoria que o envelhecimento é devido ao que ele chamava de "estresse oxidativo" causado pela ação dos radicais livres. Esses átomos de oxigênio em vez de oito, com apenas sete elétrons, se tornam instáveis e altamente reativos. Em linhas gerais, afirmou que os radicais que são encontrados nas células do organismo visam restabelecer o seu equilíbrio, tomando elétrons a partir da membrana celular, sofrem uma lesão. E é tão pequena a acumulação de danos nas células e tecidos no organismo ao longo da vida, causando a deterioração orgânica que se manifesta na forma de envelhecimento, bem como alguns tipos de doenças degenerativas, características de idade avançada tais como o cancro e a doença de . A teoria de Harman, que foi ainda indicado para receber o Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia em 1995, mas não o obteve, foi muito popular e logo surgiu uma florescente indústria de alimentos e produtos "antioxidantes" para neutralizar os terríveis radicais livres por substâncias, tais como superóxido dismutase, cagtalasa, peroxidase, ácido ascórbico, citroflavonóides, tocoferol, beta-caroteno, coenzima Q10, ácido gama linoleico, selênio, glutationa, ácido tióctico, melatonina e uma variedade de ervas provenientes da sábia e antiga medicina tradicional chinesa. Bem, de acordo com o trabalho de dois grupos distintos de pesquisadores, cujos relatórios foram publicados recentemente na revista PLoS Genetics e Genes and Development, os radicais livres não influenciam tanto nem para o bem ou para o mal o processo de envelhecimento. Ambas as equipes, uma da Universidade College de Londres e da Universidade McGill, no Canadá, trabalharam com um verme nematóide, cientificamente conhecido como Caenorhabditis elegans, que é amplamente utilizado em tais estudos. Através da manipulação genética, os investigadores retiraram do corpo do animal proteínas que normalmente eliminam excesso de radicais livres e, portanto, limitariam os danos causados pelo estresse oxidativo. Em tais condições, sem a proteção oferecida por estas proteínas, esperava-se que envelhecesse mais rápido e vivesse menos. Mas nenhuma nem outra coisa aconteceu. Não houve alteração significativa. Os vermes viveram tanto quanto aqueles que não tiveram removidas as proteínas e que serviram como um grupo de controle ou de testemunha. Outra equipe de pesquisadores da Universidade do Texas, obteve resultados semelhantes com camundongos. Esses resultados parecem mostrar que o famoso estresse oxidativo não tem qualquer influência sobre o envelhecimento e, portanto, de nada serve entupir-se de antioxidantes. Fazê-lo ou não, fará uma pessoa viver a mesma idade e, ao mesmo ritmo. Na verdade, desde antes já se suspeitava que a teoria de Harman era muito fraca, porque a mesma se baseia no fato de que os idosos teriam maior atividade de radicais livres. Mas as razões que respaldariam a teoria nunca foram conclusivas. Pelo contrário, parece que só existe uma correlação entre os fatos, que os radicais livres causam envelhecimento. De nada serve pois, tentar combater ou interromper a velhice com antioxidantes. É inevitável. Leia no original, em espanhol, na fonte: Por Esto.mx. Atenção: texto traduzido do espanhol para o português por mim e, tradutor é traidor!
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Cientistas encontram jeito mais seguro de fazer células-tronco
quinta-feira, 26 de março de 2009 - CHICAGO (Reuters) - Pesquisadores dos EUA anunciaram na quinta-feira a descoberta de um jeito mais seguro de "convencer" células cutâneas humanas a se tornarem as poderosas células-tronco embrionárias, num importante passo para eventualmente usá-las para tratar inúmeras doenças e lesões.
Uma equipe da Universidade de Wisconsin disse ter produzido as chamadas células-tronco pluripotentes induzidas (ou iPS, por sua sigla em inglês) a partir de células humanas, sem usar vírus ou genes exóticos, o que exclui um material genético que poderia acarretar riscos se as células fossem usadas terapeuticamente. O cientista James Thomson, cujo estudo foi publicado na revista Science, disse que essa é a primeira vez que os pesquisadores obtêm células iPS sem inserir novos genes potencialmente problemáticos em seu DNA. Muitas equipes trabalham na busca por melhores formas de fazer com que as células cutâneas se comportem como células-tronco embrionárias, as células-mestras que dão origem a todos os 220 tipos de células no organismo humano. Os cientistas esperam dominar as qualidades ímpares dessas células de modo a criar novos tratamentos para uma variedade de problemas médicos. As células iPS prometem muitos novos benefícios das células-tronco embrionárias, mas sem as polêmicas éticas destas, já que na nova técnica não é necessário destruir um embrião humano. Métodos anteriores para criar células iPS exigiam o uso de vírus como veículos, ou "vetores", para transportar os genes até as células e acionar a reprogramação celular. Thomson disse que o novo método usa um círculo de DNA chamado plasmídeo, que transporta os genes necessários para transformar uma célula cutânea em uma célula iPS. Com o tempo, o plasmídeo desaparece naturalmente da população celular, evitando o perigo representado pelo uso de vírus, que podem inserir genes nocivos no material genético das células. "Isso significa que eles são menos propensos a formarem tumores, menos propensos a destruir a função de algum gene importante", disse Thomson por telefone. Outras equipes já usaram métodos diferentes para fazer o mesmo tipo de coisa em células de ratos, mas não em células humanas, disse Jeremy Berg, diretor do Instituto Nacional de Ciências Médicas Gerais, parte do Instituto Nacional de Saúde dos EUA. Fonte: Reuters.
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