A nova safra de exames
4/4/09 - Crescem as opções da medicina capazes de identificar doenças como câncer, mal de Alzheimer e as que afetam a saúde cardiovascularNa medicina, há uma regra básica segundo a qual quanto antes uma doença for detectada, melhor para o paciente. Sua chance contra a enfermidade cresce quando o inimigo é descoberto ainda pequeno. É por isso que há hoje no mundo centenas de cientistas empenhados em descobrir maneiras de identificar qualquer indício de problema o mais cedo possível. O resultado pode ser visto em boas novidades neste campo - atualmente disponíveis - e em muitas outras opções em desenvolvimento. (...)
Muitos dos avanços estão sendo possíveis graças aos testes genéticos que apontam a predisposição para doenças. Eles estão cada vez mais frequentes e abrangentes. Há seis meses, por exemplo, o Laboratório Richet, no Rio de Janeiro, oferece um exame que procura 69 mutações genéticas. Entre outros males, elas estão associadas à osteoporose, ao mal de e ao mal de Alzheimer, três enfermidades relacionadas ao envelhecimento. A simples constatação da propensão genética não é uma sentença definitiva de que o indivíduo manifestará a doença - em geral, as causas são múltiplas, não apenas genéticas. Mas o conhecimento da condição alerta a pessoa para certos cuidados. "Ela pode fazer um acompanhamento frequente com seu médico e submeter-se a exames regularmente", explica o patologista Hélio Margarinos, diretor médico do laboratório carioca. Dessa maneira, ao primeiro sinal, a doença passa a ser combatida e sua progressão pode ser retardada. (segue...) Fonte: Isto É.
A pergunta que não quer calar: Como a progressão do pode ser combatida e/ou retardada?
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Benefícios à vista
04 de abril de 2009 | Pesquisa de brasileiro é nova esperança para tratamento de sintomas da doença de Agressiva e devastadora, a doença de atinge cerca de 4 milhões de pessoas em todo o mundo, acima de 50 anos na maior parte dos casos. A característica principal são os tremores de mãos, braços e pernas. Sem controlar direito os movimentos, o paciente não consegue realizar atividades corriqueiras, como escovar os dentes ou se alimentar sozinho. Quem sofre com essas limitações recebeu com alegria a esperança que vem de uma pesquisa coordenada por um brasileiro radicado nos Estados Unidos, o médico paulista Miguel Nicolelis, que trabalha na Universidade de Duke, na Carolina do Norte.
Depois de três anos de trabalho, Nicolelis descobriu como cessar, em segundos, os sintomas da enfermidade que se manifestavam em ratos. E o melhor: o procedimento é simples e há grandes chances de ser aplicado em humanos em poucos anos. A importância da descoberta é tão grande que virou capa de uma das mais prestigiadas revistas científicas do mundo, a americana Science.
Para conseguir esse feito, a nova técnica ataca a origem do problema. Quando uma pessoa está com , é porque alguns núcleos do cérebro não estão funcionando corretamente, o que tem uma consequência séria: a queda da produção de um neurotransmissor chamado dopamina. É graças à dopamina que se tem controle sobre os movimentos. Toda vez que alguém arruma o cabelo ou amarra o tênis, por exemplo, a dopamina é ativada, fazendo a comunicação entre a vontade e a efetivação do movimento.
Se a produção do neurotransmissor está irregular, os neurônios começam a disparar em sincronia, ou seja, todos ficam ativos ao mesmo tempo, causando o tremor pelo corpo. Para neutralizar esse efeito, a ideia da técnica é enviar estímulos elétricos para as partes do cérebro que estão com problemas e quebrar a sincronia. Elas voltam, assim, a trabalhar corretamente.
Para isso, os pesquisadores colocaram pequenas lâminas de metal na superfície da medula espinhal dos ratos, que nada mais é do que uma extensão do cérebro no interior da coluna vertebral, funcionando como uma autoestrada que os leva diretamente para as partes atingidas. Quando o estímulo chega ao alvo, os núcleos ficam com a atividade restabelecida. Os tremores param instantaneamente.
– A boa notícia é que a medula espinhal dos roedores tem muitas semelhanças com a dos seres humanos, o que aumenta muito as chances de o procedimento funcionar também nas pessoas – explica Nicolelis.
Não são apenas os pacientes que receberam bem a notícia. Médicos também veem com bons olhos a nova esperança contra o , entre eles o neurocirurgião Telmo Reis, do Hospital Moinhos de Vento. Reis é o responsável pelas cirurgias que adotam uma técnica semelhante, mas muito mais complexa. Em vez de soltar estímulos elétricos na medula espinhal, o médico implanta dois eletrodos dentro do cérebro. Apesar da eficácia, a cirurgia só pode ser aplicada em alguns casos específicos, em pacientes adequadamente selecionados.
– A nova pesquisa é um trabalho inicial que ainda precisa passar por outras etapas de comprovação. Mas é extremamente promissora. Acredito muito que se tornará realidade para nossos pacientes – avalia Reis.
Próxima etapa do estudo será no Brasil
Para ser aplicada também em humanos, a técnica de Miguel Nicolelis precisa passar por mais duas etapas. A próxima será experimentá-la em macacos, o que será feito no Brasil, no Instituto Internacional de Neurociência de Natal Edmond e Lily Safra, no Rio Grande do Norte, fundado pelo pesquisador. Se tudo correr bem, a técnica seguirá para a prova definitiva: o teste em pacientes com , no próximo ano.
O pesquisador está otimista, mas alguns obstáculos já são identificados pelo caminho.
– Teremos de contornar diferenças em algumas estruturas da medula. Como os humanos são bípedes, a medula espinhal está um pouco mais acima em comparação com os ratos, que são quadrúpedes.
Resolver o problema exigirá do pesquisador a capacidade de montar um complexo quebra-cabeça. A eficácia vai depender de juntar, de maneira precisa, a frequência correta, a duração do impulso e a voltagem da corrente. O local onde as lâminas serão colocadas também é muito importante. A tendência é de que seja seguida a mesma lógica do experimento com ratos: entre a coluna vertebral e a torácica, área que equivale à divisa entre o pescoço e as costas. O ponto exato será crucial para o sucesso da experiência. Fonte: Zero Hora.
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Doenças combatidas com impulsos elétricos
04 de abril de 2009 | Impulsos elétricos também são grandes aliados de pacientes com depressão profunda. A doença apresenta um leque muito amplo de causas, mas uma das principais é a produção deficitária de serotonina, neurotransmissor responsável por sensações de bem-estar. Além disso, quem está em depressão tem um comportamento cerebral atípico: enquanto algumas partes trabalham de menos, outras trabalham de mais.Para reequilibrar o funcionamento, os médicos implantam eletrodos no cérebro do paciente. Em seguida, iniciam pequenos choques para ativar as partes adormecidas, que retomam a produção de serotonina e de outros neutronsmissores importantes. Os estímulos são ajustados até que o doente relate uma sensação de paz de espírito ou de bem-estar.
– Pode até parecer incoerência, mas nas regiões em que o cérebro trabalha o estímulo elétrico pode inibir a atividade e, em outras, pode estimular. De acordo com a amplitude e a frequência das ondas elétricas, o resultado é uma queda ou um aumento na atividade, voltando a padrões próximos dos normais – explica o psiquiatra Paulo Belmonte de Abreu, do Grupo de Neuromodulação do Hospital Moinhos de Vento, chefe do Serviço de Psiquiatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
O procedimento de estimulação profunda, porém, é extremamente invasivo e ainda dá os primeiros passos nas práticas clínicas. A boa notícia é que a pesquisa de Miguel Nicolelis, nos Estados Unidos, abre um novo espaço de ação para os médicos. A ideia é usar impulsos elétricos em regiões periféricas ao cérebro, diminuindo os riscos de uma cirurgia complexa, como analisa Jair Segal, diretor da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul.
– Há também uma forte associação entre depressão e . Cerca de 40% dos ianos também têm depressão, ou seja, de alguma maneira, os sistemas afetados se comunicam. Por isso, a pesquisa do Nicolelis poderá ajudar nos casos de depressão grave, especialmente naqueles que não responderam a psicoterapias e tratamentos biológicos – diz.
A estimulação cerebral profunda já vem sendo utilizada, nos EUA, em outras doenças psiquiátricas graves que não respondem a tratamentos existentes, como o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Portadores de epilepsia também estão na lista de beneficiados. Na verdade, os excelentes resultados no tratamento de ratos com sintomas ianos só foram possíveis quando o pesquisador percebeu uma semelhança entre as doenças. Nos dois casos, vários neurônios disparam simultaneamente, gerando distúrbio da atividade elétrica no cérebro. Ao descobrir essa similaridade, Nicolelis resolveu adaptar uma técnica usada em epilépticos: provocar impulsos pela espinha dorsal. A partir daí, o brasileiro usou estímulos lançados sobre a medula espinhal.
– A pesquisas em epilepsia estão bem avançadas. Há tempo usam-se estímulos em regiões periféricas do cérebro, evitando procedimentos arriscados. O grande mérito do Nicolelis foi perceber a semelhança e adaptar a técnica – diz o neurologista Jaderson Dacosta, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Fonte: Zero Hora.
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Exercício ajuda idoso a viver melhor
Sexta-feira, 03/04/2009 - Sérgio Barghetti, 69 anos, teve três isquemias e um derrame que afetouos movimentos do lado esquerdo do corpo, há dez anos. Depois, apareceram os sintomas do mal de , mas ele não se entrega. Fonte: Globo Repórter. Duração do vídeo: 13 min 5 seg.
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