segunda-feira, 27 de abril de 2009

Terceira Idade - Exercício é essencial
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 1% da população mundial com mais de 65 anos é portadora da Doença de Parkinson.
26 de abril de 2009 - São pelo menos quatro milhões de indivíduos que sofrem com o mal e ainda se espera que esse número dobre até 2040 devido ao aumento de idosos em todo mundo. No Brasil, o Ministério da Saúde afirma que a doença atinge 200 mil pessoas.

A causa central do distúrbio está relacionada à degeneração e diminuição das células situadas em uma região do cérebro chamada de substância negra. Essas células produzem dopamina, um importante neurotransmissor que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas. A falta ou a redução deste neurotransmissor afeta os movimentos, a postura e o tônus muscular, gerando tremores, lentidão nas atividades, rigidez nos músculos, desequilíbrio e alterações na fala e na escrita.

De acordo com a neurologista Vanderci Borges, o motivo exato que leva a essa redução nos movimentos (e ao Parkinson) ainda é objeto de estudo científicos. No entanto, a médica esclarece que apesar do problema não ter uma causa definida e nem cura, o tratamento existente é eficaz e proporciona uma melhor qualidade de vida para os parkinsonianos.

A neurologista ressalta, ainda, que não existe uma conduta para se prevenir do problema e nem de reverter os sintomas, porém se for feito um diagnóstico precoce e um tratamento inicial correto o paciente possui grandes chances de que o seu quadro clínico não se agrave. ´Não existe prevenção para o Parkinson, porque não sabemos de que forma se proteger. O mais importante é que o paciente, ao sentir os primeiros sinais, procure uma orientação médica, principalmente um neurologista, pois é esse o especialista indicado para diagnosticar e tratar a doença de uma forma adequada´, explica a médica.

A presidente da Academia Brasileira de Neurologia (ABN) Elza Dias Tosta, afirma que o Parkinson é uma das formas mais comuns de parkinsonismo, termo utilizado para definir distúrbios com características semelhantes. Segundo ela, ainda não existem exames que comprovem a incidência da doença, ou seja, o diagnóstico do Parkinson é feito por exclusão. ´Muitas vezes os médicos recomendam exames como tomografia computadorizada e ressonância magnética para terem a certeza de que o paciente não possui outra doença´. A descoberta da manifestação se faz baseada na história clínica do doente e em uma série de exames neurológicos.

O Parkinson pode afetar qualquer pessoa independentemente do sexo, raça, cor ou classe social. Mas já se sabe que o mal tende a atingir mais a população idosa, já que a maioria dos pacientes começa a relatar os primeiros sintomas a partir dos 50 anos. A doença também pode acometer indivíduos mais jovens, embora esses casos sejam mais raros.

Tratamento
As grandes armas da medicina para enfrentar o Parkinson são os medicamentos e os procedimentos cirúrgicos. Além do tratamento multidisciplinar, com o uso da fisioterapia que possibilita maior independência ao doente melhorando o quadro motor e funcional como um todo. É essencial a inclusão de outras áreas, tais como: nutrição, psicologia, fonoaudiologia que envolvem exercícios para melhorar a região da face que engloba a voz, respiração e as articulações.

O Levodopa ou L-Dopa é o medicamento mais eficaz no tratamento da doença. A droga se transforma em dopamina no cérebro e supre parcialmente a falta do neurotransmissor destruído. Porém os médicos advertem que o uso prolongado de tais remédios pode ocasionar reações, como movimentos involuntários e anormais. É essencial enfatizar que todos os portadores de Parkinson têm direito de receber gratuitamente pelo Serviço Único de Saúde (SUS) todos os medicamentos.

Outro tipo de tratamento já disponível no Brasil é a estimulação cerebral através do uso do marcapasso, considerado benéfico para reduzir o tremor decorrente da doença. Apesar da eficiência já comprovada do procedimento, é algo inacessível para a maior parte da população devido ao seu alto custo.

Convivendo com o Parkinson há dezesseis anos, o ator e diretor Paulo José é um exemplo a ser seguido e admirado.

A poucos tempo fazendo uso de um marcapasso, ele conta que encara a doença sem medo e vergonha. ´Muitas pessoas com Parkinson se sentem liquidadas, sentem vergonha. Eu não, eu quero viver e quero que elas vivam também.

Paulo José fala que por conta da doença ele poderia ter abandonado a carreira já que um dos sintomas é a rigidez facial (essencial para expressar as emoções), mas ele não desistiu e seguiu em frente. ´Eu faço tudo, não deixei de trabalhar, não deixei de viver! Mas também não esqueço de tomar os remédios e de praticar atividades físicas regularmente´. O ator é padrinho da Campanha ´Juntos, Vencendo o Parkinson´ lançada este mês, em São Paulo, uma iniciativa conjunta da ABN e da ABP, com apoio do Laboratório Boehringer Ingelheim. O objetivo é alertar a população para a importância do diagnóstico e tratamento do Parkinson. Progressos na compreensão da causa e dos mecanismos envolvidos permitirão no futuro cessar ou até mesmo reverter o curso progressivo desta doença. (segue...) Fonte: Avol.
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Ovo é saudável?
Seg, 27/04/2009 - Já faz tempo que as pesquisas veem nos mostrando que o ovo não é tão vilão assim quanto se imaginava. Estudos recentes estão colocando à prova a questão do colesterol proveniente do ovo. A grande maioria revela que a ingestão de ovos não afeta de maneira negativa as concentrações sanguíneas de colesterol total e LDL (colesterol ruim).

Quem está com os níveis de colesterol elevado, de forma geral, a indicação é consumir no máximo três vezes por semana. Uma boa dica também é consumir mais claras do que gemas.

O ovo é fonte de proteína de alto valor biológico, contém vitaminas A, D, E, K e do complexo B (B1, B3 e B12), além de ser fonte de cálcio, ferro, zinco e manganês. Possui poucas calorias comparado as outras fontes de proteína animal: cerca de 75kcal.

Outro elemento encontrado no ovo é a colina, precursor do neurotransmissor acetilcolina, que pode melhorar a memória e previne contra doenças degenerativas, como Alzheimer e Parkinson.

Diante desses pontos positivos vale a pena consumir este alimento. Para que ele continue fornecendo todos estes nutrientes, mesmo depois de pronto, prefira consumir cozido, mexido ou omelete. Evite frito (mergulhado em grande quantidade de óleo).

Um ponto negativo que não deve ser deixado de comentar é sobre a salmonella (bactéria que pode causar diarréia, dor de cabeça, febre e dores abdominais. Para evitar essa contaminação veja algumas dicas:

- Adquirir ovos sempre com a casca intacta e limpa;
- Lavar os ovos antes de guardá-los na geladeira;
- Abrir os ovos na borda dos recipientes separados, e não onde estes serão utilizados;
- Não conservar ovos e nem preparações com ovos em temperatura ambiente.
- Nunca comer a gema mole. (segue...) Fonte: Vila Mulher.

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