terça-feira, 24 de novembro de 2009

Médicos nos EUA testam injeção de droga anticâncer no cérebro
23/11/2009 - Dr. Howard Riina enfiou um tubo fino através de um labirinto de artérias no cérebro de Dennis Sugrue, observando imagens de raios-X em um monitor, para verificar seu progresso. No local onde uma operação anterior havia removido um tumor maligno, ele introduziu uma droga chamada manitol e liberou um fluxo de Avastin, droga contra o câncer.

Médicos e enfermeiros observavam tudo com muita concentração, temendo que a Avastin pudesse causar inchaço cerebral, hemorragia ou convulsão. Porém, Sugrue saiu ileso. Meia hora depois do procedimento, ele acordou da anestesia murmurando "Mais", desejando receber uma dose maior.

Tratava-se de um experimento. Sugrue, 50 anos, que trabalha para um fundo hedge e tem dois filhos adolescentes, participava de um estudo de pessoas com glioblastoma --o mesmo tipo de tumor cerebral que matou o senador americano Edward M. Kennedy, de Massachusetts, em agosto-- e foi apenas a segunda pessoa a receber o Avastin em seu cérebro diretamente.

Aplicar drogas no cérebro sempre foi um grande desafio no tratamento de tumores e outras doenças neurológicas, pois a barreira hematoencefálica, um sistema de defesa natural, não permite a entrada de muitas drogas. O estudo do qual Sugrue participa, no NewYork-Presbyterian/Weill Cornell, combina tecnologias tradicionais de uma forma nova para abrir a barreira e aplicar doses extraordinariamente altas de Avastin diretamente nesses tumores mortais --sem encharcar o resto do cérebro com a substância e expô-lo a efeitos colaterais.

O objetivo é encontrar formas melhores de tratar glioblastomas. No entanto, a técnica também pode ser útil para metástases cerebrais, ou seja, quando o câncer se espalhou para outras partes do corpo, como mamas ou pulmões --algo que ocorre em cerca de 100 mil pessoas por ano nos Estados Unidos. O mesmo procedimento também poderia aplicar outras drogas e talvez ser usado para tratar distúrbios neurológicos, como esclerose múltipla ou mal de Parkinson, se terapias adequadas forem desenvolvidas. (segue...) Fonte: Folha Online.

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