terça-feira, 3 de novembro de 2009

O que Bruce Willis têm em comum com um neurocientista brasileiro?
por Stevens Rehen
02/11/2009 | Ontem assisti Substitutos (a crítica não é boa!) (no original Surrogates - Touchstone Pictures, 2009).

A ficção científica é ambientada em 2054, quando seres humanos trocariam a vida em carne e osso por substitutos andróides.

Na internet proliferam críticas pouco entusiasmadas sobre a trama estrelada por Bruce Willis.

De fato o filme não foge de clichês hollywoodianos e leva às últimas conseqüências o que conhecemos hoje como Second Life.

Pode ser considerado um pot-pourri de Eu, Robô, com a trilogia Matrix e grande influência estética da tetralogia o Exterminador do Futuro, o que não é surpresa, já que seu diretor, Jonathan Mostow, também assinou a Rebelião das Máquinas.

Ninguém comentou entretanto que o enredo dos Substitutos é uma extrapolação fantástica do trabalho pioneiro de Miguel Nicolelis sobre a interface cérebro-máquina.

A narrativa introdutória tenta explicar como a humanidade decidiu trocar a vida real pela virtual e é acompanhada por cenas reais, incluindo a de um macaco controlando um braço biônico "com a força do pensamento". É justamente aí que se vê o dedo do neurocientista brasileiro, primeiro a demonstrar que a atividade elétrica de neurônios pode ser convertida em códigos matemáticos que movimentam braços e pernas mecânicos. (...)

Seu trabalho de pesquisa caminha para o desenvolvimento de neuropróteses capazes de restaurar funções motoras em pacientes paralisados por lesões ou doenças que comprometem o funcionamento do sistema nervoso, incluindo cadeirantes e portadores da Doença de Parkinson.

A novidade dessa saga pode ser apreciada na edição de setembro desse ano da revista Frontiers in Integrative Neuroscience. (segue...) Fonte: Sidney Rezende, com "links".
Por enquanto não tem em DVD, só nos cinemas.

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