domingo, 8 de novembro de 2009

Porque precisamos de uma saudável Indústria Biotecnológica (EUA)
Por Kevin O'Sullivan
Sunday, November 08, 2009 - Hoje, os pesquisadores em todo o país (eu diria - em todo o mundo, não só nos EUA), perseguem um próximo “blockbuster” da descoberta médica - talvez um medicamento para prevenir as doenças cardíacas, cura do Parkinson ou erradicar o câncer.

E por ser a biotecnologia um risco tão elevado, e um esforço vital, precisamos assegurar que qualquer projeto político para a reforma dos cuidados de saúde não mine a capacidade desses pesquisadores para descobrirem essas curas tão desafiantes.

Pequenas Taxas de sucesso
Ao longo de uma década, as empresas de biotecnologia gastaram cerca de 1,2 bilhões de dólares em pesquisas, desenvolvimento e trazendo ao mercado um produto biológico típico - uma droga complexa criada a partir de organismos vivos. Mais de 600 medicamentos estão atualmente com desenvolvimento em curso, apesar do desânimo de probabilidade de sucesso.

Nove de 10 medicamentos falham antes de chegar aos ensaios clínicos, e daqueles que vão ao ensaio clínico, mais de dois terços não conseguem ganhar a aprovação da FDA. Mesmo assim, dois terços dos biológicos aprovados pela FDA não irão gerar receitas suficientes para cobrir o custo do seu desenvolvimento. Apesar destes fatos, mais de 127.000 empregados em biotecnologia são mantidos aqui em Massachusetts, que há muito tem sido um pólo de sucesso biofarmacêutico.

Com todos cada vez mais preocupados com o custo da reforma geral no sistema de saúde - as estimativas são de que ela vá custar mais de US $ 1 trilhão nos próximos dez anos - alguns parlamentares temem a fuga do potencial de lucro da biotecnologia. Eles querem acelerar a introdução de produtos biológicos inovadores tirando das empresas de biotecnologia os seus direitos de propriedade intelectual após apenas cinco a sete anos.

Não é nenhuma surpresa que alguns legisladores biológicos federais considerem o alvo tentador. Caras para descobrir e desenvolver, essas drogas são relativamente caras e oneram muito os custos do “Medicare”. Mas sem a chance de recuperar seu investimento, porque é que as empresas farmacêuticas e os capitalistas de risco continuam afundando dinheiro na pesquisa, muitas vezes distante para uma droga biológica maravilhosa?

Nosso próprio congressista, Jim McGovern, está entre aqueles que positivamente reconhecem a importância de um sistema destinado a recompensar a inovação. A maioria dos membros dos Comitês de Saúde, de Energia Doméstica e Comércio do Senado aprovou recentemente legislação que proporciona às empresas de biotecnologia os direitos exclusivos sobre os seus dados de pesquisa própria para 12 anos.

Isso aproxima as proteções já dadas à concorrência das empresas de biotecnologia em toda a União Européia. Subvalorizando sua posição no mercado mais cedo - como alguns parlamentares procedem - seria contraproducente, e talvez até podendo expulsá-los do negócio.

O que é ruim para a biotecnologia é ainda pior para os pacientes que estão submissos. A qualquer momento, uma empresa de biotecnologia de Bay State, poderia estar a uma semana de distância da descoberta de um salva-vidas que poderia salvar milhares de vidas e bilhões de dólares. Num estudo do Grupo Lewin, por exemplo, concluiu-se que numa descoberta biológica para a doença de Alzheimer dentro de cinco anos, a despesa anual do “Medicare” poderia diminuir em até US$ 50 bilhões.

Mas tais rupturas são suscetíveis de vir apenas de uma sólida indústria de biotecnologia aqui em Worcester e em Massachusetts.

Assim, a última coisa que esses pesquisadores têm necessidade na economia atual é a de puxar para trás os direitos de propriedade intelectual, tornando mais difícil de atrair financiamento privado. O capital de risco continuará a fluir par a biotecnologia só se o governo - através de uma garantia razoável de exclusividade de dados - a biotecnologia proporciona uma chance de lutar para recuperar seu retorno sobre o investimento.

Worcester e Central Massachusetts confiam nas ciências da vida, saúde e educação. Vamos ter certeza de que continuarão a apoiar estas forças vitais regionais para o nosso futuro bem-estar, que em última análise depende delas. (em inglês) Fonte: Worcester Business Journal.

Tradutor é traidor! Mas quanto ao conteúdo deste artigo, inspirado certamente no tema atual: a reforma de saúde de Obama - me leva ao desânimo. Vejo a concorrência no ramo biotecnológico como uma espécie de obstáculo à descoberta da cura do Parkinson. Cientistas são remunerados para descobrir em grupos isolados a cura, de modo a garantirem a patente e o conseqüente lucro para grupos privados. A sinergia que adviria da colaboração mútua entre vários grupos de pesquisa talvez ainda seja o senão que falte para o fim desse mal.

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