Nanomedicina: ficção ou realidade?
04-12-2009 - É corrente afirmar-se que o tamanho de um dispositivo é inversamente proporcional ao seu poder tecnológico. Aparelhos como telemóveis, máquinas fotográficas, e computadores, por exemplo, têm vindo a diminuir em dimensão, ao mesmo tempo que aumentam as suas capacidades tecnológicas, de forma a satisfazer a crescente demanda por mais mobilidade e maior eficiência.A Nanotecnologia promete ir muito para além da miniaturização, produzindo equipamentos com dimensões nanométricas que revolucionarão praticamente todas as actividades humanas. A prática da medicina está entre as que mais poderão beneficiar com as descobertas das nanociências, como demonstra a cada vez mais efervescente actividade de investigação e desenvolvimento na área da nanomedicina. Em sentido lato, a nanomedicina corresponde ao uso de processos de diagnóstico, de tratamento, e de prevenção de doenças e de lesões traumáticas, aliviando a dor, preservando e melhorando a saúde humana, através do uso de nanoferramentas que actuam a nível celular ou mesmo molecular. (...)
Desde então, mas principalmente a partir da década de noventa, um número significativo de empresas, laboratórios e centros de investigação procuram desenvolver um arsenal de nanomáquinas, nanorobôs e nanoestruturas capazes de eliminarem células malignas sem efeitos colaterais, ou fazer o diagnóstico e participar na cura de doenças como diabetes, osteoporose, alzheimer ou parkinson. Há mesmo quem invista no desenvolvimento de células e organelos artificiais como, por exemplo, glóbulos vermelhos, baptizados como respirocitos, capazes de fornecerem muito mais oxigénio por unidade de volume que os glóbulos vermelhos naturais e, ao mesmo tempo, lidarem com o dióxido de carbono libertado pelas células. (...)
Pode parecer que as propostas da nanomedicina não passem de ficção científica. Pelo contrário, actualmente existem centenas de fármacos nanoestruturados e várias nanoestruturas auxiliares de diagnóstico disponíveis para uso dos serviços médicos. Fonte: Observatório do Algarve.pt.
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