Armazenamento de células-tronco do sangue do cordão umbilical pode ajudar pacientes de diversas doenças
Pais que decidem não doar o material para bancos públicos, e sim guardá-lo, enfrentam difícil dilema ético
3/01/2010 - De um lado, a vontade de ajudar o próximo. Do outro, a possibilidade de proteger o futuro de um filho. A coleta de sangue para o armazenamento de células-tronco tem dois caminhos bem distintos. O primeiro é o da doação. O material recolhido durante o parto vai para bancos públicos e pode ser usado por pacientes de todo o Brasil e do mundo à espera de transplantes de medula óssea ou que sofrem de outras doenças hematológicas. A segunda opção é usada por pais preocupados com a saúde dos recém-nascidos e gera polêmica. Eles guardam em clínicas privadas uma pequena amostra de células embrionárias na esperança de ter o poder da cura no futuro. (...)Segundo o hematologista César Leite Sant’Anna, fundador do primeiro Centro de Transplante de Medula Óssea do Centro-Oeste e diretor clínico da Hemovida, as pesquisas para a utilização de células-tronco podem, no futuro, ajudar em terapias para doenças degenerativas, como o Mal de Parkinson e o Alzheimer, mas ele admite que ainda não há certezas. “Nossa maior procura são de pessoas encaminhadas por obstetras, que querem conhecer melhor todas as etapas da coleta. Algumas, no entanto, desistem do procedimento devido às explicações fornecidas pelos nossos profissionais, pois esperam que tal coleta seja um milagre, o que não é verdade. É apenas uma forma de prevenção”, afirma. (segue...) Fonte: Correio Baziliense.
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