Fonte: Parkinson Blanes.
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Células da pele viram neurônios
A criatividade dos cientistas para superar as complicações éticas que envolvem as pesquisas com células-tronco embrionárias parece não ter fim. Primeiro inventaram uma maneira de reprogramar geneticamente células da pele para se comportarem igual às embrionárias, com capacidade para se transformar em qualquer tecido do organismo. Agora fizeram algo ainda mais prático: inventaram uma técnica semelhante para transformar células da pele diretamente em neurônios, sem passar pela etapa de "tronco".
Em tese, isso permitiria produzir neurônios in vitro, em grandes quantidades, para o tratamento de lesões e doenças que afetam o sistema nervoso, como traumas medulares, esclerose múltipla ou Parkinson. As células seriam derivadas da pele do próprio paciente, sem risco de rejeição. (segue...) Fonte: O Estado de S.Paulo.
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Transformando carvão em diamante: um cérebro novo pode surgir de um punhado de pele
por Stevens Rehen | 27/01/2010 - Em 2007 o japonês Shynia Yamanaka, ao reprogramar fibroblastos da pele, conseguiu criar pela primeira vez células-tronco de pluripotência induzida (iPS). Foi uma revolução.As células iPS são equivalentes às células-tronco derivadas de embriões. Capazes de se transformar em qualquer tipo celular do corpo, inclusive em neurônios.
Neurônios por sua vez são células altamente especializadas, por onde circulam nossos pensamentos e desejos, com os quais sentimos dor e prazer.
Criar neurônios a partir de células iPS parecia ser o ápice de uma história de sucessos que começou em 1981 com Mario Capecchi, Martin J Evans e Oliver Smithies, ganhadores de Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina pelo isolamento das primeiras linhagens de células-tronco embrionárias de camundongos.
Só que uma equipe de cientistas da Califórnia, liderados por Marius Wernig, fez o que parecia impossível. O equivalente em biologia a transformar carvão em diamante. (...)
Neurônios dopaminérgicos (aqueles que se perdem em pacientes com a doença de Parkinson) não foram gerados, por quê? (...)
É bem provável que daqui a bem menos tempo do que imaginávamos, um paciente que necessite repor neurônios perdidos por conta de um acidente, envelhecimento ou doença poderá recorrer à sua própria pele. Já pensou?
Não me surpreenderia ainda que os bancos que hoje armazenam sangue de cordão umbilical se diversifiquem e passem a guardar fibroblastos extraídos de pessoas de todas as idades.
A partir de agora, sua pele vale ouro (e diamantes) ou em outras palavras, poderá te dar um cérebro novo! Fonte: Sidney Rezende.

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