
A EMPATIA COMO FERRAMENTA
Segundo a OMS até recentemente apenas 7,8% das pessoas envolvidas com algum problema ou doença grave procurava grupos de apoio.
Com a difusão da internet, contudo, a procura por grupos on-line cresceu enormemente e hoje sobe a milhões o número de pessoas que recorrem a esse tipo de ajuda.
Em dezembro de 2002, "Mais da metade (54%) dos internautas, ou cerca de 63 milhões de americanos, teriam visitado um site de informações e apoio para pessoas interessadas em uma determinada condição médica ou situação pessoal.", segundo pesquisa do Pew Research Center, entidade que produz relatórios sobre o impacto da internet nas famílias, nas comunidades, no trabalho, e na vida cotidiana em geral.
Hoje, segundo essa mesma fonte "(...) cerca de 20 por cento dos pacientes usa a Internet e as redes sociais locais para falar com os médicos especialistas e outros pacientes.", disse Susannah Fox, no Pew Internet & American Life Project.
É com base nesse tipo de dado que o psiquiatra Irvin D. Yalom recomenda enfaticamente "(...) que qualquer um que tenha uma doença que ameace a vida faça parte de grupos compostos por pessoas em condições parecidas. Esses grupos, sejam de auto-ajuda ou conduzidos por profissionais, são fáceis de encontrar. O tipo que surte mais efeito é normalmente conduzido por um profissional. Pesquisas demonstram que grupos liderados por pessoas angustiadas por motivos similares melhoram a qualidade de vida dos participantes. Ao oferecer empatia uns aos outros, os membros aumentam seu próprio auto-respeito e a sensação de eficácia. Estudos recentes também comprovam, entretanto, a eficiência de grupos de auto-ajuda e on-line, portanto, se um grupo conduzido por um profissional não estiver disponível, procure um destes tipos."
Segundo esse Autor "A empatia é a ferramenta mais poderosa que temos em nossas tentativas de nos conectar com os outros. É a cola das ligações humanas e nos permite sentir profundamente o que outra pessoa está sentindo. Em nenhum outro lugar a solidão da morte e a necessidade de ligações são retratadas de maneira mais gráfica e forte do que na obra-prima de Ingmar Bergman, Gritos e sussurros." - afirma Yalom.
Baixei esse filme gratuitamente, seguindo sugestão do Google, do site Cinema Cultura.
Fazendo juz ao título, o premiadíssimo filme de Bergman apoia-se numa trilha musical restrita. Ouve-se trechos da mazurca n. 4, opus 17, de Chopin, e, se você estiver atento(a), um cello executando a Sarabande da suite n. 5, de Bach. Estou linkando videos do You Tube com as citadas Sarabande e mazurca, esta executada por Vladimir Horowitz e a primeira peça por Xenia Jankovic.
Fonte: Yalom, Irvin D. De frente para o sol. Agir, Rio, 2008, pp 102-104
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