A vida depois do Parkinson
Progressiva e incurável, a doença degenerativa costuma provocar um choque quando é diagnosticada. Muitos pacientes, porém, descobrem como conviver com as limitações geradas pelo mal e aprendem a melhorar a qualidade de vida
Brasília, sexta-feira, 30 de abril de 2010 - De repente, abotoar a camisa torna-se um fardo. A letra já não é mais tão redondinha e tarefas como escovar os dentes ou folhear uma revista demandam mais tempo do que o habitual. Também podem ocorrer momentos em que o corpo enrijece e a pessoa cai no chão, sem saber como foi parar lá. Reflexos lentos, andar arrastado, cãibras, tremores e movimentos desencontrados são realidades com as quais os portadores da doença de Parkinson precisam aprender a lidar.Progressiva e incurável, a doença degenerativa costuma provocar um choque quando é diagnosticada. Muitos pacientes, porém, descobrem como conviver com as limitações geradas pelo mal e aprendem a melhorar a qualidade de vida
As limitações e a certeza de que, por enquanto, o mal é incurável e progressivo costumam afetar emocionalmente os pacientes. “São quatro fases: negação, revolta, depressão e aceitação”, explica o coronel Carlos Aníbal Pyles Patto, 63 anos, parkinsoniano há duas décadas e fundador da Associação Parkinson Brasília. “Fala-se muito sobre a doença, mas pouco sobre os portadores”, afirma. Para Patto, é fundamental mostrar que, mesmo com as dificuldades inerentes ao mal, é possível conviver bem com ele. “Costumo dizer que a doença é minha companheira de viagem, porque vai me acompanhar até a morte. Então, você tem de se dar bem com ela”, ensina. (segue...) Fonte: Correio Brasiliense, com link para o Guia Prático do Paciente com Parkinson, em .pdf.
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