domingo, 2 de maio de 2010

Doença de Parkinson: Uma tulipa como símbolo
Chama-se tulipa James Parkinson, assim baptizada por um floricultor holandês numa homenagem ao médico que descreveu pela primeira vez esta doença que é denunciada pelo tremor do corpo. Ficou como símbolo de uma patologia que vai sendo mais frequente à medida que as sociedades envelhecem.

02/05/2010 - São corpos que vacilam os que sofrem de Parkinson. Mas tudo começa de uma forma discreta, tão discreta como a falta de energia, a dificuldade em dormir e o arrastar de tarefas rotineiras como tomar banho ou comer. Igualmente discretos, surgem os primeiros tremores, nos dedos de uma mão ou num braço. São tremores que, inicialmente, se manifestam apenas de um lado do corpo e em repouso, cessando quando a mão ou o braço faz um movimento.

As pernas também podem tremer. E com o tempo os músculos das pernas ficam como que paralisados, dando origem a hesitações no andar ou a dificuldade em retomar a marcha. Aliás, o caminhar vai-se tornando mais lento e arrastado, o doente adopta uma postura encurvada, até que se colocam mesmo problemas de equilíbrio. (...)

Gestos que ajudam
Quem vive com a doença de Parkinson sabe bem como o quotidiano pode ficar afectado. As tarefas do dia-a-dia podem ser muito difíceis quando os movimentos não acompanham a vontade. Pode ser muito frustrante.

Há, no entanto, alguns cuidados que facilitam a vida destes doentes:

• Vá corrigindo a postura enquanto caminha, procurando manter a cabeça e o pescoço alinhados com as ancas e os pés afastados um do outro;

• Use sapatos confortáveis e com sola anti-derrapante;

• Remova os objectos que, em casa, possam constituir obstáculos à marcha;

• Instale apoios junto à sanita e à banheira;

• Use roupas fáceis de vestir e despir, por exemplo com elástico na cintura ou com velcro em vez de botões;

• Pratique a leitura em voz alta;

• Fale com o rosto virado para o seu interlocutor, se necessário um pouco mais alto do que o habitual;

• Faça uma alimentação equilibrada;

• Faça exercício físico com regularidade;

• Informe-se sobre a doença e envolva-se nas decisões sobre o seu tratamento;

• Não se isole.

Diga não ao isolamento!
Este é o lema da Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson, criada em 1984 por um grupo de portadores da doença. O lema nasceu da necessidade de promover uma mudança de atitude das pessoas com Parkinson e do público, tendo em conta que o doente é limitado nas suas capacidades motoras mas não deve ser confinado à inactividade e ao isolamento. (segue...) Fonte: Médicos de Portugal.pt.

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