Esperança na natureza
Em busca de tratamento Pesquisa da Unaerp consegue bons resultados com plantas contra as doenças de Parkinson e Alzheimer
30/4/2010 - Espécies de plantas encontradas em várias regiões do Brasil podem ajudar no tratamento das doenças de Alzheimer e Parkinson, que afetam neurônios e proteínas de áreas específicas do cérebro. Um estudo realizado na Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp) estuda os efeitos antioxidantes e neuroprotetores do cipó cinco-folhas, da erva botão e da guaçatonga, espécies conhecidas no País desde o tempo dos índios. As primeiras pesquisas já demonstraram um bom resultado in vitro (testes feitos em tubos de ensaio) e in vivo (testes com animais). (...)Em busca de tratamento Pesquisa da Unaerp consegue bons resultados com plantas contra as doenças de Parkinson e Alzheimer
Um dos fatores, além da genética e condições ambientais, que está relacionado às doenças de Alzheimer e Parkinson é o estresse oxidativo. “O acúmulo de proteínas oxidadas com ligações cruzadas induzem à destruição de neurônios. As espécies pesquisadas possuem substâncias, os flavonoides, que são anti-oxidantes”, explicou a colaboradora da pesquisa e biotécnica, Ana Lucia Fachin. Além disso, danos provocados por oxidativos podem contribuir para o desenvolvimento de doenças como câncer, diabetes e envelhecimento prematuro. (...)
Fatores ainda não são claros
Apesar de pouco mais de um século desde o primeiro registro e da doença de Alzheimer e do mal de Parkinson atingir atualmente cerca de 200 mil brasileiros, os fatores que causam as doenças ainda não são muito claros. “Nós sabemos que problemas neuroquímicos são o centro do Alzheimer e que o Parkinson está ligado à genética, mas isso ainda não esclarece tudo”, explicou o especialista em biotecnologia Paulo Sérgio Pereira. As espécies estudadas em Ribeirão, o cipó cinco-folhas, a erva botão e a guaçatonga, agem de forma neuroquímica e também são usadas de outras maneiras. “Em tratamentos contra doenças inflamatórias, úlceras, como anti-sépticos e até mesmo anestésico”, disse Pereira. Segundo ele, essas plantas podem ajudar no tratamento das duas doenças pois os problemas estão interligados. “Uma boa porcentagem de indivíduos com Parkinson chega a desenvolver também o Alzheimer”, explicou. Fonte: Gazeta de Ribeirão.
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