Em entrevista, Miguel Nicolelis apresenta propostas ousadas para a educação brasileira
Sex, 26 de Novembro de 2010 - Inicia nesta segunda-feira (29), na UNILA, a cátedra Bernardo Alberto Houssay de Neurociências e Inclusão Social. Promovida pelo IMEA, a cátedra será fundada pelo neurocientista Miguel Nicolelis, que é considerado um dos pesquisadores mais influentes na atualidade. Paulistano, residente nos Estados Unidos, Nicolelis chefia um dos laboratórios de neurociências mais avançados do mundo, na Universidade de Duke. Além disso, ele criou o Instituto Internacional de Neurociência de Natal, Rio Grande do Norte, um centro de referência mundial em educação científica. Em seu currículo Nicolelis coleciona façanhas que, até pouco tempo atrás, eram consideradas impossíveis.Junto com sua equipe, ele conseguiu desenvolver interfaces entre cérebro e máquinas. Em um dos experimentos mais conhecidos, ele fez um macaco mover um braço robótico apenas com a força do pensamento, graças a um chip implantado no cérebro do primata. A experiência serviu para estudar técnicas para devolver os movimentos a pacientes com paralisia.
Agora, Miguel Nicolelis está diante de mais um desafio ousado. Recentemente, ele lançou o Manifesto da Ciência Tropical, um tratado que mostra, através de 15 metas, como o conhecimento de ponta pode ajudar no desenvolvimento social e econômico do país. Este foi o principal assunto da entrevista que Miguel Nicolelis concedeu para a Assessoria de Imprensa da UNILA. (...)
UNILA - Quais os seus próximos desafios? Que novas pesquisas e novidades vem por aí?
Miguel Nicolelis - Meu primeiro desafio é tirar férias. Foi um ano longo. Mas ano que vem teremos muita coisa pela frente. Iremos transferir nossa pesquisa de Parkinson para prática clínica, já que temos dados que sugerem que estamos muito próximos disso. Também estamos entrando na reta final do desenvolvimento de uma técnica que vai levar um quadriplégico a andar por uma verte robótica. Mas isso ainda vai levar uns três ou quatro anos. Outra questão é a abertura de novos laboratórios no Brasil e na Europa, para ter uma rede mundial de laboratórios espalhados em vários pontos estratégicos. Inclusive queremos abrir laboratórios de pesquisa na África, que também é um grande desejo. (segue...) Fonte: Planeta Universitário.
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