Falta remédio para Parkinson no HC de Ribeirão Preto
Secretaria de Estado da Saúde, que cuida da farmácia do hospital, promete corrigir problema
Secretaria de Estado da Saúde, que cuida da farmácia do hospital, promete corrigir problema
Segunda, 27 de Dezembro de 2010 - O artista plástico Ricardo Erhardt, de 59 anos, que sofre de Mal de Parkinson, está com a saúde comprometida pela falta do remédio de alto custo Pramipexol desde outubro, na Farmácia Ambulatorial de Medicamentos Especializados do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. A Secretaria de Estado da Saúde, que administra a farmácia, diz que o atraso na distribuição está relacionado com mudanças na produção do remédio, mas que o fluxo de entrega deve ser reestabelecido até o final da semana.
Segundo a mulher do artista plástico, Marilena Erhardt, 56, Ricardo descobriu a doença e faz tratamento há cinco anos. "Pelo Hospital das Clínicas conseguimos o remédio durante todo esse tempo. Mas, por algum motivo que eu não sei explicar, o Pramipexol não chega desde o mês de outubro", afirma Marilena. Antes da falta do medicamento, Ricardo conseguia levar uma vida praticamente normal, exceto por algumas restrições que a doença impunha. "Quando ele toma o medicamento consegue viver bem, mas sem, não consegue nem se alimentar sozinho. Vários amigos estão se mobilizando para tentar resolver a situação, para não ver o Ricardo morrer", afirma.
Erhardt teria que tomar nove remédios diariamente, entre eles o Pramipexol e o Prolopa. Na tentativa de ajudar o marido a sofrer menos com a falta do medicamento, Marilena chegou a administrar doses de um calmante tarja preta. "Levei ele no neurologista que o acompanha e ele recomendou que eu suspendesse o remédio. Mas o Ricardo não está bem", diz.
Segundo ela, atendentes da farmácia dizem que o atraso na distribuição está relacionado com mudanças na logística. A distribuição teria passado dos Estados para uma Central.
Pausa
Com obras no acervo do Museu de Arte de Ribeirão Preto e uma coleção de prêmios, o artista plástico praticamente parou de produzir desde que descobriu ser portador do Mal de Parkinson, que causa degeneração do sistema nervoso central. "O Ricardo tem feito obras esporádicas, num outro ritmo. Ele precisa estar bem. Não é a mesma coisa de antes", diz. (segue...) Fonte: Jornal A Cidade.
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