terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Prémio para três jovens portuguesas é de 20 mil euros 
Ossos, neurónios e células pluripotentes: os projectos de mulheres que a L’Oréal apoia
18.01.2011 - Quais são os genes necessários para uma célula da pele reverter o seu desenvolvimento? Como é possível controlar células estaminais para produzir neurónios suficientes e tratar a doença de Parkinson? Como é que podemos antecipar o comportamento das células do osso quando colocamos uma prótese dentária? Joana Marques, Liliana Bernardino e Sílvia Barbeiro vão tentar responder a estas questões com a ajuda do prémio das Medalhas de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência. (...)

Neurónios, mais neurónios
Liliana Bernardino, 30 anos, também vai trabalhar num tema semelhante, com células estaminais. O grupo tem vindo a identificar moléculas que podem ajudar a controlar o desenvolvimento de neurónios a partir de células estaminais. A molécula do projecto desta investigadora é a histamina, que estamos mais habituados a associar ao contexto de inflamação.

“A histamina promove o desenvolvimento de novos neurónios a partir de células estaminais de ratinho in vitro”, diz ao PÚBLICO. A equipa sediada no Centro de Neurociências de Coimbra está a testar o efeito desta substância para o tratamento de doenças como a epilepsia e a doença de Parkinson, onde “a morte neuronal ocorre especificamente numa zona do cérebro”. A dificuldade é compreender o equilíbrio da formação de neurónios. Numa situação normal, as células estaminais que temos no cérebro não reequilibram os neurónios mortos por estas doenças. Para tratá-las, seria necessário a produção de mais neurónios. “O que tentamos perceber é a forma como a histamina pode estar a alterar este equilíbrio”, explica Liliana Bernardino, acrescentando que este prémio “representa um reconhecimento científico do projecto” que se propôs fazer. Os 20 mil euros também vão ser utilizados em material de laboratório. (segue...) Fonte: Publico.pt.

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