terça-feira, 3 de maio de 2011

Caxiense tenta cirurgia para amenizar efeitos colaterais do Mal de Parkinson
Luís Antônio Maltauro enfrenta a doença há 14 anos
03/05/2011 | Portador de Mal de Parkinson há 14 anos, Luís Antônio Maltauro, 54, sofre com os efeitos colaterais da doença. Um deles é a discinesia, que impede o homem de controlar os movimentos.

Seus braços e pernas se agitam constantemente, mesmo que esteja sentado. O distúrbio só ameniza quando a medicação perde o efeito, hora em que Maltauro adormece.

— Ele não tem nenhuma autonomia. Queremos que possa almoçar fora com a família sem que as pessoas fiquem olhando e achando que está tendo uma convulsão — desabafa a filha Cristiane, 25.

Uma operação de implante de estimulador cerebral profundo controlaria os efeitos da discinesia, além de aliviar o tremor e a rigidez muscular, outros sintomas do Parkinson. O problema, no entanto, é o valor.

A operação, conforme a família, está orçada em R$ 200 mil. Sem condições de custear o procedimento, em março de 2010 a família de Maltauro protocolou ação judicial solicitando o pagamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Passado mais de um ano, a espera continua.

Titular da 2ª Vara Cível, a juíza Maria Aline Vieira Fonseca argumenta que a liminar foi negada em primeira e segunda instâncias porque o pedido é de cirurgia em hospital particular e com equipe médica escolhida pelo paciente.

— É um procedimento caríssimo, imagine se cada cidadão que solicitar escolher o hospital e a equipe, quando o procedimento pode ser feito pelo SUS — entende a magistrada.

Segundo a juíza, o próximo procedimento será uma perícia, pedido feito no processo. Só depois disso é que o caso voltará a ser examinado por ela, com a proposta de realizar a cirurgia pelo SUS.

— Se ele aceitar fazer pelo SUS, vamos averiguar as vagas e todas as possibilidades de realizar no Hospital de Clínicas (em Porto Alegre).

Entenda o Mal de Parkinson
— Ocorre quando há comprometimento dos núcleos cerebrais que produzem o neurotransmissor dopamina, responsável por facilitar os movimentos.
— Entre os sintomas, costuma ocorrer tremor, rigidez muscular, lentidão de movimentos.
— O tratamento é feito com medicamentos e, quando necessária, cirurgia.
— A hereditariedade da doença é muito rara.
— De cada 100 mil habitantes, 180 têm Mal de Parkinson. Para cada três homens, duas mulheres sofrem da doença.
— A principal incidência é a partir dos 55 anos, mas podem ocorrer casos em pessoas mais jovens.
— O paciente pode ter intolerância aos remédios administrados no tratamento, como mal-estar, vômito, queda de pressão ou distúrbios do sono (sonolência, dormir mal, qualidade do sono alterada).
— Os efeitos colaterais aos medicamentos são comuns. O principal deles é a discinesia, quando o paciente se contorce e tem movimentos involuntários com braços, pernas, pescoço, face.

A cirurgia
— Denominada implante de estimulador cerebral profundo, a operação consiste na introdução de pequenos eletrodos no cérebro, em um ponto chamado núcleo subtalâmico. É a cirurgia mais moderna e segura.
— A quantidade de estimuladores implantados varia de acordo com o paciente, por isso, varia o valor do procedimento. Em média, o custo é de R$ 150 mil.
— O procedimento alivia 90% dos sintomas da discinesias, 80% do tremor e 60% da rigidez muscular.
— A tecnologia é importada dos Estados Unidos. Fonte: O Pioneiro-RS.

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