"Controle de Transtornos Induzidos por Drogas: Prospecção de Análise Neuro-ética"
07/27/2011 - Há evidências crescentes de que a terapia de reposição de dopamina (do inglês dopamine replacement therapy - DRT) utilizada para tratar a doença de Parkinson pode causar comportamentos compulsivos e transtornos de controle dos impulsos (do inglês impulse control disorders - ICDs), tais como jogo patológico, o comprar compulsivo e a hipersexualidade. Como a mais familiar das drogas gera formas de vício, essas desordens “iatrogênicas(*)” podem causar danos significativos e sofrimento para os doentes e suas famílias. Em alguns casos, pessoas tratadas com DRT perderam suas casas e empresas, ou foram acusados de crime de comportamentos sexuais. Neste artigo, vamos primeiro examinar as evidências de que esses distúrbios são causados pela DRT. Se aceitarmos que a DRT causa comportamentos compulsivos ou aditivos em uma minoria significativa de pessoas, então as seguintes questões éticas e clínicas surgem: Em que circunstâncias é ético receitar uma medicação que pode induzir a comportamentos compulsivos prejudiciais? São os indivíduos tratados com DRT moralmente responsáveis e, portanto, culpados por comportamento prejudicial ou criminal relacionado com a sua medicação? Concluímos com algumas observações sobre a relevância dos ICDs induzidos por DRT para nossa compreensão da dependência e identificar algumas direções promissoras para futuras pesquisas e análises éticas. (original em inglês, tradução Hugo) Fonte: Neuroethics & Law Blog. (*) Seria a desordem comportamental causada por drogas. Palavra inexistente nos dicionários consultados.
Este Blog, criado em set/2001, é dedicado às Pessoas com Parkinson (PcP's), seus familiares, bem como aos profissionais da saúde que vivenciam a situação de stress que acompanha a doença. A idéia é oferecer aos participantes um meio de atualizar e de trocar informações sobre a doença de Parkinson e encorajar as PcP's a expressar sentimentos no pressuposto de que o grupo infunde esperança, altruísmo e o aumento da auto-estima. E um alerta: Parkinson não é exclusividade de idosos!
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