Programa desenvolvido pode melhorar atuação de exoesqueletos, veste que funciona como extensão do corpo humano
O engenheiro mecatrônico Bruno Vilhena Adorno, da Universidade Federal de Minas Gerais, explica que o grande desafio foi criar um algoritmo - espécie de programa de computador - capaz de transformar uma ação complexa (“acertar a bola na cesta”) em um conjunto de instruções simples que poderiam ser executadas sequencialmente pelo robô e pelo braço humano.
Simbiose. Recentemente, o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis conseguiu fazer com que informações produzidas por uma máquina se transformassem em sensações no cérebro de macacos. O resultado completou uma pesquisa anterior em que macacos conseguiam controlar o movimento de um robô com a mente. Os dois estudos juntos comprovam a viabilidade de se construir um exoesqueleto - veste robótica que seria uma extensão perfeita do corpo humano. Poderia ser usado, por exemplo, por pessoas com tetraplegia ou para aumentar a força física necessária para a realização de algumas tarefas.
Atualmente, não há qualquer relação entre os dois grupos, mas Adorno explica que seu algoritmo poderia ser utilizado também para aprimorar a atuação de exoesqueletos. “Não seria só a mente que controlaria a máquina”, explica o pesquisador. “O exoesqueleto seria capaz de interpretar os comandos da mente e escolher a melhor forma de obedecê-los. Ou seja, seria uma verdadeira interação.” Fonte: O Estado de S.Paulo.
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