domingo, 4 de março de 2012

Café, uma nova arma contra o câncer e o diabetes

Bebida também potencializa exercícios e pode proteger contra as doenças neurológicas, indicam pesquisas recentes
3/03/12 - Segundo a maioria dos estudos mais recentes, além de conferir disposição — efeito conhecido desde o início de seu consumo, mil anos atrás —, o café protege contra o diabetes e alguns tipos de câncer. Há indícios de que também ajude a prevenir doenças neurológicas, como os males de Alzheimer e Parkinson, e de que proteja, principalmente as mulheres, contra AVC, doenças cardíacas e depressão. O mais recente trabalho, publicado na última quarta-feira, na “American Journal of Clinical Nutrition”, acompanhou 42 mil pessoas ao longo de nove anos e revelou que, entre os bebedores de café, as chances de desenvolver diabetes são 23% menores. (...)

As pesquisas agora se voltam para a tentativa de provar seu efeito protetor contra doenças neurológicas. Ele ajudaria a evitar o acúmulo da proteína beta-amiloide entre os neurônios, uma das causas do Alzheimer, e reduziria o déficit de dopamina presente no Parkinson. Para quem gosta, mais um bom motivo para beber. Fonte: O Globo G1.

O que dizem os estudos
3/03/12 - CAFÉ PROVOCA INFARTO?
Não. Se não protege, a bebida também não precipita o infarto em pessoas saudáveis. E há trabalhos sugerindo que o café reduz o risco de AVC e doenças cardíacas, principalmente em mulheres.

QUAL A RELAÇÃO ENTRE CAFÉ E DIABETES?
Pessoas saudáveis têm menos chance de desenvolver diabetes se tomarem a partir de dois cafés (de 120ml a 150ml) por dia. Entre os diabéticos, a bebida reduz a mortalidade. Isto porque favorece a entrada da glicose na célula. O perigo, como se sabe, é quando o açúcar fica circulando no sangue.

ELE ELEVA A PRESSÃO ARTERIAL ou CAUSA ARRITMIA?
Como a cafeína estimula o sistema nervoso central, quem não está habituado ao café pode ter alterações nos batimentos cardíacos ou na pressão arterial, mas elas são pequenas. Hipertensos e pacientes com problemas cardíacos que sejam bebedores eventuais de café devem ter cuidado, mas, entre aqueles já acostumados, estes efeitos não têm sido registrados. Entre os consumidores dos grãos de torra escura (o mais comum no Brasil), o efeito sobre a pressão e os batimentos não foi observado, num estudo do Incor de São Paulo.

E QUANTO AO CÂNCER?
Há pesquisas mostrando que o café pode prevenir alguns tipos de tumores malignos, como o câncer de próstata e o de endométrio. Para outros, como os de mama e esôfago, ele é inócuo.

CAFÉ INTERFERE NA ABSORÇÃO DE REMÉDIOS?
O pico da circulação de cafeína no sangue ocorre de 30 a 45 minutos após sua ingestão. Segundo alguns estudos, ele pode reduzir em até 60% absorção de alguns antidepressivos, estrógenos e drogas para osteoporose (alendronato) e tireioide (levotiroxina). Para que isso não aconteça, deve-se evitar tomar a bebida e o remédio com intervalos de menos de duas horas entre um e outro. Outras drogas competem com a cafeína pelos mesmos receptores, ao serem metabolizadas pelo fígado. Neste caso, quando o paciente é bebedor habitual de café, seu médico pode achar necessário ajustar a dose.

E O COLESTEROL?
O café é capaz de alterar um pouco o colesterol, porque tem substâncias oleaginosas (como o cafestol), mas nada significativo: ele continua dentro das taxas normais. Se o café não é filtrado, aumenta mais. E um estudo holandês indica que ele seja útil para elevar a concentração de HDL, o colesterol bom.

HÁ RELAÇÃO COM DOENÇAS NEUROLóGICAS?:
Estudos sugerem que ele pode proteger áreas do cérebro danificadas em doenças como Alzheimer e Parkinson.

TODO MUNDO PODE TOMAR? Quem tem problemas cardíacos ou mais de 65 anos deve consumir com cautela este e todos os outros estimulantes.

O TIPO DE CAFÉ FAZ DIFERENÇA? A julgar pelas pesquisas, não. Sabe-se que cafés não filtrados causam maior aumento da pressão arterial, mas ela se mantém normal. Quanto à cafeína, há pouca diferença entre o teor presente nos diferentes tipos. Fonte: Globo G1.
Há controvérsias!
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