sábado, 24 de março de 2012

O fim da doação de órgãos / .cn

24 de março de 2012 | PEQUIM - O governo chinês anunciou ontem que pretende abolir em cinco anos a prática de utilizar órgãos de prisioneiros condenados à morte em transplantes, uma fonte de constantes críticas ao país. Segundo a Anistia Internacional, 65% dos órgãos transplantados na China vêm de presos executados.

O vice-ministro da Saúde, Huang Jiefu, afirmou que o governo planeja substituir esse modelo por um sistema nacional de doação voluntária, algo praticamente inexistente no país, o que leva a uma carência crônica de órgãos.

Segundo o governo, a cada ano 1,5 milhão de chineses precisam de transplantes, mas apenas 10 mil recebem os órgãos de que necessitam. Os condenados à morte são a principal fonte. A China executa mais pessoas do que a soma de todos os outros países que adotam a pena de morte. Mas o governo reduziu nos últimos anos o número de crimes punidos com pena capital, o que reduziu a oferta de órgãos, segundo a agência oficial de notícias Xinhua.

A China não revela estatísticas de execuções, mas a entidade americana Dui Hua estima que foram 4 mil no ano passado, menos de um terço das 15 mil mortes estimadas em 2000. (segue...) Fonte: O Estado de S.Paulo.

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