Segundo o psiquiatra Marco Marcolin, já há evidências fortes de que o método funciona para tratar dor crônica e zumbido. "Também temos dados sólidos de que é eficaz para dependência de cocaína. Como o crack tem esquema semelhante, poderemos ter uma solução para um problema de saúde pública."
Marcolin, que é coordenador do Grupo de Estimulação Cerebral Não Invasiva do IPq (Instituto de Psiquiatria da USP), diz ainda que o centro tem pesquisas que mostram melhora de perda de memória inicial para quem tem transtorno cognitivo leve. Há estudos iniciais em autismo.
O neurologista Manoel Jacobsen Teixeira afirma ainda que a estimulação é eficaz para o tratamento de pessoas com deficit neurológico após acidente ou derrame.
Pacientes com distonia e doença de Parkinson também podem se beneficiar da estimulação no córtex motor.
Já há também trabalhos no Brasil e no mundo para epilepsia, dislexia e transtorno de deficit de atenção.
Mas Teixeira pondera: "Não se pode simplesmente comprar o aparelho e aplicar, é preciso treinamento. Como todo método, há aplicações específicas e é preciso haver supervisão. Não se pode imaginar que essa seja a solução de todos os problemas." Fonte: Folha de S.Paulo.
Desde Salvador
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