Autópsia realizada no cérebro de um ex-fuzileiro que lutou no Iraque e se suicidou revela doença que atinge boxeadores
30 de abril de 2012 | 3h 04
Nicholas D. Kristof, é colunista, The New York Times
Ele era um ex-fuzileiro naval de 27 anos, lutando para se ajustar à vida civil após dois períodos no Iraque. Tendo sido um bom aluno, ele se descobriu incapaz de recordar conversas, datas e rotinas da vida diária. Tornou-se irritadiço, gritava com os filhos e afastou-se da família. Ele e a mulher começaram os procedimentos para se divorciar.
Esse homem jovem passou a beber, e um acidente de carro quando estava bêbado custou-lhe a carta de motorista. O Departamento de Assuntos de Veteranos o diagnosticou com distúrbio de estresse pós-traumático, ou DEBT. Quando seus pais ficaram sem notícias dele por dois dias, pediram à polícia que o procurasse. Os policiais encontraram seu corpo; ele se havia enforcado com um cinto.
Essa história é lamentavelmente comum, mas a autópsia do cérebro desse jovem pode ter sido histórica. Ela revelou uma coisa chocante que pode lançar luz sobre a epidemia de suicídios e outros distúrbios experimentados por veteranos das guerras no Iraque e no Afeganistão.
Seu cérebro havia sido fisicamente alterado por uma doença chamada encefalopatia traumática crônica, ou ETC. Essa é uma condição degenerativa mais conhecida por afetar boxeadores, jogadores de futebol americano e outros atletas que recebem repetidas pancadas na cabeça.
Em pessoas com ETC, uma forma anormal de uma proteína se acumula e acaba destruindo células por todo o cérebro, incluindo nos lobos frontal e temporal. Essas são áreas que regulam o controle de impulsos, o juízo, a capacidade de realizar muitas tarefas simultaneamente, a memória e as emoções. (segue...) Fonte: O Estado de S.Paulo.
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