Britânico afirma que polícia fez abordagem indevida durante prova de ciclismo porque apresentava ‘comportamento suspeito’ em decorrência da doença
09/08/2012 - Após ser preso durante a prova de ciclismo de estrada masculino, o britânico Mark Worsfold exige da polícia de Surrey uma retratação pública pelo que classifica como reação equivocada aos sintomas do mal de Parkinson. O episódio ocorreu no primeiro sábado dos Jogos Olímpicos de Londres e o torcedor, um soldado reformado de 54 anos, relata ter sido abordado e detido por “comportamento suspeito”. Segundo Mark, os policiais que cuidavam da segurança da competição efetuaram a prisão porque ele não estava “sorrindo” e, em decorrência da doença, tinha a expressão facial supostamente “agressiva”.
- Entendo que os policiais estavam preocupados com a segurança de todos, mas eles não agiram corretamente. Eles deveriam ter checado melhor a situação - afirmou Worsfold, em entrevista ao jornal britânico “The Guardian”.
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| Mark Worsfold (na foto, com a família) exige retratação da polícia pela prisão equivocada (Foto: Reprodução) |
- Os policiais são responsáveis por um grande número de pessoas durante os Jogos Olímpicos e precisam agir rapidamente para garantir a segurança do público. No caso de Mark Worsfold, eles atuaram com base no contexto daquele momento - argumentou Gavin Stephens, chefe da polícia local.
O torcedor, no entanto, espera um pedido de retratação formal da polícia. Atualmente, Worsfold atua como instrutor de artes marciais e, no início do ano, escalou o Monte Kilimanjaro, ponto mais alto da África. As atividades físicas ajudam a combater os sintomas do Parkinson, que provoca tremores involuntários, rigidez dos músculos e dificuldades para andar.
- O mal de Parkinson é uma doença complexa, e os pacientes podem apresentar uma variedade muito grande de sintomas. Esperamos que a experiência de Mark ajude a conscientizar as pessoas de que é preciso ter muito cuidado antes de fazer considerações precipitadas sobre os portadores da doença - afirmou Laura Bowey, presidente de uma instituição que divulga os sintomas e o tratamento do Parkinson na Grã-Bretanha. Fonte: Globo G1.

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