sábado, 8 de dezembro de 2012

Nova descoberta pode ajudar pacientes com Parkinson

Cientistas suecos podem ter descoberto uma maneira de parar as discinesias ou movimentos involuntários, no estágio de meio-ao-final da doença de Parkinson.
8 Dec 12 - Em testes com animais de laboratório, os cientistas suecos conseguiram parar os movimentos completamente, depois de ter identificado a área do cérebro onde os movimentos debilitantes são ativados como um efeito colateral da medicação L-dopa.

Os cientistas disseram à rádio Sveriges (SR) que o objetivo agora é desenvolver novos medicamentos adequados para os humanos.

Essa conquista não significaria essencialmente o encontro de uma cura para o Parkinson, mas ao menos constituiria num tratamento funcional, de acordo com Pär Halje, pesquisadora de neurociência da Universidade de Lund.

"Ficamos muito surpresos, eu tenho que admitir", disse Per Petterson, um pesquisador de neurofisiologia da Universidade de Lund.

"Não esperava por isso tudo, mas desde que o fenômeno tinha sido tão claro e foi repetido em todos os animais de laboratório em cada teste, percebemos que havíamos descoberto um novo fenômeno fisiopatológico".

Os sintomas da doença de Parkinson são causados por um colapso das células nervosas produtoras de dopamina. Isso faz com que o movimento lento, tremores e rigidez, possam ser controlados por medicação, mas os efeitos secundários debilitantes surgem após cerca de cinco anos.

Até agora, os cientistas acreditavam que os movimentos involuntários fossem ativados na parte profunda do cérebro, mas os investigadores da Lund University, pela primeira vez, foram capazes de demonstrar que se tratam de partes superficiais do cérebro que, depois de vários anos de tratamento tornam-se sensíveis a medicamentos para a doença de Parkinson.

Com a ajuda de tecnologia avançada, eles foram capazes de controlar a atividade cerebral em ratos com Parkinson e podem bloquear as partes do córtex cerebral que se tornou sensível à medicação.

Na Suécia, cerca de 20 mil pessoas sofrem de doença de Parkinson. Fonte: The Local.se.
Editado com LibreOffice Writer

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