segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Parkinson é 'entendido como mal menor'

Parkinson está sendo entendido como um mal menor por causa de uma "falta lamentável de conhecimento" dos sintomas, ativistas alertam hoje.
10 Dec 2012 - Três em cada quatro pessoas (73 por cento) não reconhece qualquer outro sintoma além do tremor, de acordo com uma pesquisa encomendada pelo Parkinson UK.

Uma proporção semelhante (77 por cento) admitiu ter pouco ou nenhum conhecimento da condição, que afeta uma pessoa em 500 na Grã-Bretanha, ou cerca de 127 mil pessoas.

Enquanto o Parkinson é quase exclusivamente associado com o tremor, ele implica numa grande variedade de outros problemas.

Os sinais visíveis da doença degenerativa do cérebro incluem congelamento (freezing) ou a apresentação de uma face inexpressiva.

Mas outros sintomas podem ter um efeito muito mais profundo sobre a vida dos doentes. Estes podem incluir dor, dificuldade em dormir, depressão, alucinações, problemas de bexiga e intestino, fala arrastada e o ato involuntário de babar.

A pesquisa com pouco mais de 2.000 adultos, realizada pela ICM, detectou que uma em seis pessoas disse que sentia-se "irritada, envergonhada ou desconfortável" na presença de alguém com tremor.

Steve Ford, chefe executivo da Parkinson UK, disse que era "completamente errado" que a doença fosse ainda "vista como nada mais que um tremor".

Ele disse: "Estes resultados sublinham o que tenho ouvido de pessoas com Parkinson no Reino Unido - que o público simplesmente não entende sua condição”.

"É preocupante que aqueles com a doença de Parkinson sejam tão mal compreendidos, na condição de nos dizerem muitas vezes que não querem olhares constrangidos e desconfortáveis.”

"Essa falta de conhecimento lamentável significa que as pessoas com Parkinson foram presos simplesmente por não sorrir para um evento esportivo, ou recusados por empresas no serviço de táxi, porque as pessoas têm confundido o problemas de fala - um sintoma comum da doença – com embriaguez"

A comunidade está lançando uma campanha para destacar o quão difícil pode ser para aqueles com Parkinson a realizar tarefas simples como calçar sapatos ou preparar uma xícara de chá.

Ford disse: "Estas tarefas são quase impossíveis para alguns - mas é claro que isso está longe de ser compreendido.

"Mesmo os planos de benefícios atuais assumem nas avaliações que pessoas com Parkinson - uma doença progressiva – estarão aptas para o trabalho em 6, 12 ou 18 meses.

"Continuar com este status quo, onde Parkinson é visto como nada mais do que um tremor, é completamente errado.

"Esperamos que esta nova campanha ajude a dissipar algumas das falácias remanescentes em torno da condição de uma vez por todas para que as pessoas com doença de Parkinson tenham o entendimento de que tanto precisam."

Embora o Parkinson fique muito mais comum com o avançar da idade – pois uma em cada 50 pessoas com mais de 80 o tem - a condição de não se limita aos idosos. Cinco por cento dos doentes são diagnosticados antes dos 40. (original em inglês, tradução Hugo) Fonte: The Telegraph.uk.
Editado com LibreOffice Writer

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