quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Aulas de boxe nos EUA ajudam pacientes com Parkinson

Exercício eleva níveis cerebrais de dopamina, substância afetada pelo mal.
Treinos personalizados não têm contato direto entre os praticantes.
Pacientes que sofrem de Parkinson durante a aula nos EUA (Foto: Mike Blake/Reuters)

23/10/2013 - Pacientes que sofrem de Parkinson nos Estados Unidos estão lutando contra a doença no ringue de boxe. Uma rede de academias que tem 15 unidades no país e uma na Austrália oferece aulas para pacientes na Califórnia.

Durante o treino, não há contato direto entre os lutadores: os exercícios são feitos apenas com a ajuda de um instrutor.

Segundo a Fundação para o Mal de Parkinson dos Estados Unidos, pesquisas mostram que o exercício físico pode, transitoriamente, aumentar os níveis de dopamina no cérebro, que são significativamente reduzidos por esse problema degenerativo, caracterizado por tremores nas mãos ou nos braços, rigidez muscular, postura encurvada, movimentos lentos e alterações no equilíbrio, na voz e na escrita.

O famoso boxeador Muhammad Ali, de 71 anos, foi diagnosticado com Parkinson nos anos 1980, mas a ciência até hoje não encontrou uma relação direta entre a prática da atividade e a doença.

Segundo o neurologista Francisco Cardoso, o risco de Parkinson aumenta dez vezes após os 65 anos – cerca de 1,5% da população acima dessa idade terá a doença, mas isso não significa que ela seja exclusivamente de idosos. Cerca de 5% dos pacientes desenvolvem o problema antes dos 50 anos e, em casos raros, na infância ou na adolescência.

Como medida de prevenção, estudos mostram que tomar duas xícaras de café por dia pode reduzir o risco. Quando já diagnosticada, a doença é tratada com medicamentos que podem controlar os sintomas. Em alguns casos, também é usado um marcapasso artificial no cérebro. Fonte: Globo G1, com fotos.

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