16 Oct 2013 - O procurador de Turim, indeferiu o pedido por Gianluca Marchetti, 77, que disse que um diagnóstico errado o levou a utilizar o prescrito Mirapexin, que, alegadamente, o transformou em um jogador compulsivo.
Marchetti foi diagnosticado com a doença de Parkinson em 2005, e o medicamento prescrito afeta os nervos no cérebro. O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) diz que uma em cada 100 pessoas que tomam Mirapexin, que é produzido pela empresa alemã Boehringer Ingelheim, pode experimentar mudanças de comportamento, incluindo uma vontade de jogar.
Logo depois, o farmacêutico aposentado, de Rivoli na região noroeste do Piemonte, tornou-se viciado em jogos de azar.
"Em três anos desperdicei a minha riqueza... Eu jogava centenas de euros por dia, era sempre divertido e eu até parei de comer e dormir", Marchetti disse ao jornal La Repubblica.
Ele então viu um programa de TV que ligava o jogo ao medicamento e teve sua dosagem Mirapexin reduzida, com pouco efeito.
O aposentado tentou obter uma indenização da Boehringer Ingelheim na autoridade de saúde local, embora o apelo tenha caído em ouvidos surdos.
Foi durante esse tempo que Marchetti descobriu que havia sido erroneamente diagnosticado com mal de Parkinson e como resultado havia sido o de tomar o medicamento sem necessidade.
Tal notícia levou Marchetti a transformar o seu pedido de indenização contra o neurologista que lhe diagnosticara. Esta alegação foi rejeitada em Turim, deixando o pensionista com 546 € por mês para viver. (original em inglês, tradução, ou versão para o português, Hugo) Fonte: The Local.it.
Mirapexin, Mirapex e Sifrol, são alguns dos nomes comerciais do "Dicloridrato de pramipexol". Conheço alguns casos de desenvolvimento de compulsões, narrados a mim por usuários da droga. Inclusive um particularmente "estranho" que me foi confidenciado por um dos participantes do VI Congesso das Associações de Parkinson em Florianópolis. Essa pessoa, usuária da droga, desenvolveu a compulsão pelo jogo em máquinas de vídeo poker, com a seguinte particularidade - seu prazer se resumia a perder no jogo! Conheço alguns outros casos em que o usuário desenvolveu compulsão cleptomaniaca e um outro usuário desenvolveu compulsão por sexo. Todos os casos a mim confidenciados, causam aos usuários profundas frustrações ao usuário. Particularmente procuro restringir ao mínimo possivel a quantidade de dicloridrato de pramipexol ingerida.
ResponderExcluirOs efeitos colaterais danosos no entanto não ficam só nas compulsões. Para não me alongar muito vou citar apenas dois deles, que me causam problemas - sudorese intensa e fadiga. Considero de grnade importãncia levar essas informações aos pacientes, para que maiores problemas sejam evitados por superdosagem.