Secretaria de Saúde admite o problema e diz que contratos foram revistos.
Para garantir medicamentos, moradores entraram com ação na Justiça.
26/10/2013 - Moradores de Leme (SP) reclamam da falta de remédios na rede pública do município e dizem que sofrem com a espera pelos medicamentos. A Secretaria de Saúde admite o problema e afirma que falta metade da quantidade necessária no estoque.A dona de casa Nilva Chagas sofre de convulsões e precisa tomar remédio todos os dias, mas há duas semanas está sem medicação. “Eu fico ruim, não posso ficar sem tomar”, disse.
A filha dela, Silvana Chagas, conta que não conseguiu retirar o remédio, sem custo, em uma das farmácias da Prefeitura. “Faz um mês, mais ou menos, que estou tentando dar entrada no medicamento e não consigo. Não posso comprar o remédio porque é caro, custa na faixa de R$ 300. Não estou conseguindo, está difícil”, contou Silvana.
Pacientes que não têm condição de comprar remédios podem conseguir o tratamento na rede pública, mas o direito não está sendo respeitado. O secretario de Saúde Denilson Meira admite que a quantidade está abaixo da ideal.
No depósito da Prefeitura, várias prateleiras estão vazias e falta metade dos remédios que deveriam ser distribuídos de graça. O programa Farmácia Básica tem quase 180 tipos de medicamentos para várias doenças, como convulsão, Parkinson e depressão. Com a queda do estoque, os contratos com os fornecedores foram revistos.
“Solicitamos a abertura de processos licitatórios. Praticamente todos os remédios vão estar disponíveis para a população, alguns não tiveram ofertantes para fazer a licitação, mas são poucos. A maioria vai estar regulariza nos próximos 15 dias”, afirmou Meira.
Justiça
Enquanto o estoque não é normalizado, moradores resolveram ir à Justiça para garantir acesso aos medicamentos. Segundo a Secretaria de Saúde, pelo menos três novas ações são movidas diariamente contra a Prefeitura.
A dona de casa Maria Lopes também entrou com uma liminar. A mãe dela, Diorlândia Parra, de 77 anos, tem Parkinson e não pode ficar sem o remédio, que, segundo a receita, deixou de ser fornecido depois de abril. “Se faltar não dá para controlar, mas não pode faltar. A gente tem que deixar de comer alguma coisa para comprar o remédio”, declarou Diorlândia.
Enquanto o processo não é julgado, a dona de casa tem um gasto de R$ 200 por mês com o remédio. “Eu acho que é uma falta de respeito. Tantos idosos e tantas pessoas necessitadas e isso não é luxo, é doença. É um medicamento para beneficiar, são os nossos idosos, eles tem que ter uma qualidade de vida boa”, disse Maria. Fonte: Globo G1.
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