10/03/2014 - Segundo a versão on-line do jornal Diário de Santa Maria, o marketing social é uma característica das novelas de Manoel Carlos, e não seria diferente na trama de Em Família. Dessa vez, ele apostou no esclarecimento sobre duas doenças. Uma, cardíaca, afetará o personagem de Reynaldo Gianecchini.
Conforme o caderno Diário 2, a outra é o Mal de Parkinson, doença que afeta o sistema nervoso central, que atinge Benjamin, pai de Virgílio (Humberto Martins). O papel é interpretado por Paulo José, que convive com a doença há cerca de 20 anos.
Nascido em Lavras do Sul, Paulo José, 76 anos, encarou o desafio após convite especial do autor. Em duas décadas, a doença afetou seu andar, a fala, as feições do rosto. O mal, porém, não o impediu de atuar, de recitar poemas – ele os grava, diariamente, em um estúdio de sua casa, para compor um audiobook – nem mesmo de cantar. Tem mais facilidade para dizer textos decorados, conta ele.
Ainda conforme o DSM, para se manter saudável e ativo, o ator segue uma agenda rigorosa. Faz fisioterapia duas vezes ao dia, tem aulas de voz três vezes na semana, faz natação, toca piano para exercitar os dedos, faz fonoaudiologia às quintas e terapia corporal às terças.
– E tomo remédios, muitos, cinco vezes ao dia – conta.
Dedica-se também à escrita. Como sempre lhe perguntam como lida com a doença, resolveu escrever um depoimento em primeira pessoa, relatando altos e baixos vividos nesses 20 anos.
– Isso tudo faz parte da minha luta diária para manter o Parkinson como um coadjuvante. Um coadjuvante de peso, mas nunca um protagonista – informa o ator.
Para compor o personagem de Em Família, uma pesquisadora que trabalha com Manoel Carlos acompanhou a rotina do ator. Além de mostrar como se desenvolve o Mal de Parkinson, Benjamin deve viver um grande amor na história. Fonte: Farrapo.
Este Blog, criado em set/2001, é dedicado às Pessoas com Parkinson (PcP's), seus familiares, bem como aos profissionais da saúde que vivenciam a situação de stress que acompanha a doença. A idéia é oferecer aos participantes um meio de atualizar e de trocar informações sobre a doença de Parkinson e encorajar as PcP's a expressar sentimentos no pressuposto de que o grupo infunde esperança, altruísmo e o aumento da auto-estima. E um alerta: Parkinson não é exclusividade de idosos!
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