O Estado já está tomando providências.
Enquanto isso, Maria Helena luta para conseguir o remédio para o marido, que tem Parkinson diagnosticado há cerca de quatro anos. “Estamos tentando há quase dois meses conseguir o remédio. No sistema particular, uma caixa com 30 comprimidos custa R$ 300.” Ela conta que o marido, Jair Sabes, 63, aposentado, precisa do medicamento assim como outros pacientes que também não estão sendo atendidos.
Maria Helena reclama ainda do atendimento na farmácia. “É muito lento.” Ela retira o medicamento desde que o marido descobriu a doença, e diz que é a primeira vez que há falta. Maria Helena conta ainda que precisou deixar a profissão de comerciária para cuidar do marido.
A diretora em exercício da 15ª RS, Lúcia Toshico Shimazaki, diz que a demora no atendimento se deve à demanda acima do normal. “Por causa do carnaval, ficamos praticamente três dias sem atender”, explicou. Segundo ela, a farmácia conta com três atendentes. “Não tenho conhecimento de que há demora no atendimento, mas precisaríamos de mais atendentes, pois são muitos cadastros.” A farmácia, segundo ela, tem 6.769 usuários cadastrados, que todos os meses retiram remédios. São oferecidos 158 medicamentos, para 69 patologias. “Por dia, atendemos 600 pessoas, em média. É um número considerado alto”, diz.
Lúcia informa que não há falta de remédios para outras patologias e que o Estado já está providenciando o fornecimento do Pramipexol. Por mês são atendidas cerca de 140 pessoas com Parkinson em Maringá.
Associação
A vice-presidente da Associação dos Portadores de Mal de Parkinson de Maringá, Carla Macharutto Leal Ferreira, diz que os pacientes sofrem com a falta do medicamento. A associação conta com 130 cadastrados. “Um ajuda o outro, mas chega um ponto em que não dá mais. Ou compra por mais de R$ 300 a caixa (com 30 comprimidos) ou fica sem.”
Carla explica que, por ser uma doença degenerativa, o Parkinson se agrava quando não há tratamento. “E quando se agrava, não tem volta. Para nós é muito difícil.”
Ela conta que foi diagnosticada com Parkinson há 19 anos e, desde então, depende dos medicamentos. Carla diz que ainda não ficou sem o remédio. “Mas já estou preocupada porque está chegando o dia de pegar o medicamento e não sei se vou encontrar”, diz.
A associação funciona na Rua Guatemala, 1200, no Conjunto Lea Leal. Informações pelo (44) 3263-4658 ou (44) 3029-7396. Fonte: O Diário.
A notícia de má gestão de estoques de medicamento foi inicialmente postada em 11 de março de 2014.
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