segunda-feira, 24 de março de 2014

Holanda: doentes de Parkinson já podem falar com o médico pela Internet

Março 23, 2014 | Imagine que está falar com o seu médico na Internet como se estivesse a conversar com um amigo no Facebook. Esta já é uma realidade na Holanda, principalmente para quem sofre de Parkinson.

A telesaúde, que permite ao paciente ter cuidados de saúde em casa, é uma das apostas do Serviço de Saúde Holandês, de acordo com o The Independent.

Numa população em que cada vez mais idosos sofrem de problemas de saúde a longo prazo – tais como doenças cardíacas, obesidade, problemas respiratórios ou diabetes -, o trabalho de um médico pode ser feito à distância em certos casos, referem os defensores da telesaúde, acrescentando que, na era da Internet, é possível falar com um médico através de um computador, da mesma forma que estamos ligados aos nossos amigos no Facebook ou seguimos alguém no Twitter.

Um grupo de investigadores holandeses falou recentemente sobre o sucesso desta evolução que está a ser adoptada como pioneira no país, dando como exemplo o ParkinsonNet. Trata-se de um site que mete em contacto pessoas que sofrem de Parkinson na Holanda com médicos e enfermeiros especialistas na doença.

Os profissionais de saúde comunicam e colaboram através desta plataforma, onde também os pacientes podem encontrar informações sobre o tratamento, os próprios profissionais e ainda podem marcar uma consulta para ser realizada via videoconferência.

Desde que foi lançado em 2004, o ParkinsonNet expandiu-se em 66 redes regionais e foi o ponto de encontro de cerca de 3.000 profissionais de 15 áreas diferentes e de doentes de Parkinson na Holanda.

As conclusões apresentadas pelos investigadores do Centro Médico da Universidade de Radboud mostram que este site melhora, por exemplo, a qualidade do atendimento e reduz os custos das instituições de saúde. Um opinião corroborada pelos pacientes que, além das reduções nos tempos de espera nas consultas, evidenciam os benefícios de consultar um médico especialista em detrimento de um médico de clínica geral à distância.

Os investigadores concluíram ainda que este modelo à distância poderia ser utilizado em pacientes com outras doenças tais como a diabetes e problemas respiratórios, método que ajudaria a reduzir os custos do SNS de vários países.

A telesaúde é também uma realidade no Reino Unido. Martin McShane, director do NHS de Inglaterra, disse ao The Independent que o NHS na Inglaterra está a desenvolver um modelo semelhante e referiu que o ParkinsonNet é “um sinal muito claro do potencial da telesaúde”. Por exemplo, já existe um serviço de terapia psicológica on-line a operar em algumas zonas do país.

Na Escócia, também um centro dedicado à telesaúde e à teleassistência é um dos planos do governo para melhorar o SNS até 2020.“Não se trata de substituir os cuidados presenciais com a tecnologia”, referiu George Crooks, director Médico do NHS 24 e responsável pelo projecto, acrescentando que os custos inerentes são certamente mais reduzidos e o atendimento pode ser mais personalizado. Fonte: O Meu Bem Estar.

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